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A Polícia Federal realiza nesta terça-feira (1º) o interrogatório dos advogados Fábio Wajngarten e Paulo Cunha Bueno, representantes de Jair Bolsonaro no Supremo, por suspeita de tentativa de obstrução à delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid. A convocação, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, baseia-se em relatos detalhados da família do militar à Justiça: mãe, esposa e filha adolescente descreveram um padrão de "assédio" para forçar a unificação das defesas com o ex-presidente.
Segundo documentos obtidos pela revista Veja, Agnes Cid (mãe do delator) declarou ao STF que as abordagens em 2023 eram "constrangedoras" e visavam substituir o atual advogado Cezar Bitencourt por profissionais alinhados a Bolsonaro. Gabriela Cid (esposa) relatou "ligações constantes" de Wajngarten, inclusive atendidas sob pressão da filha de 14 anos – também alvo de contatos insistentes. A adolescente entregou seu aparelho celular à PF para perícia, reforçando as acusações de interferência.
O caso integra o inquérito que apura o vazamento de mensagens sigilosas de Mauro Cid no Instagram, nas quais o militar criticava Moraes e delegados da PF. Apesar de evidências como prints, áudios e uma selfie atribuída ao delator durante os supostos contatos, Cid nega ter usado a rede social para discutir detalhes da colaboração premiada. As oitivas podem definir novas medidas contra a defesa bolsonarista no processo do golpe de 8/1.
Com informações da revista Veja
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