Embaixador Mike Waltz nega guerra contra Venezuela enquanto país lida com agressão americana

Portal Plantão Brasil
5/1/2026 15:46

Embaixador Mike Waltz nega guerra contra Venezuela enquanto país lida com agressão americana

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Em uma tentativa cínica de reescrever a realidade, o governo de Donald Trump utilizou o Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira (5) para negar que esteja promovendo uma guerra contra a Venezuela. O embaixador Mike Waltz tentou emplacar a narrativa de que o sequestro de Nicolás Maduro não foi uma operação militar de invasão, mas sim uma simples "iniciativa de aplicação da lei". Esse discurso ignora a soberania venezuelana e tenta normalizar o fato de que uma potência estrangeira invadiu um país vizinho para capturar seu líder, uma postura que o governo Lula e os defensores da paz repudiam com veemência.

Waltz afirmou que os Estados Unidos não estão "ocupando um país", tentando distanciar a imagem do governo Trump das agressões imperialistas que marcaram o século XX. Segundo o diplomata, as provas contra Maduro seriam "esmagadoras" e serão apresentadas em tribunais norte-americanos, como se a justiça de Washington tivesse jurisdição universal para julgar chefes de Estado estrangeiros. Essa arrogância jurídica é típica da extrema-direita, que atropela acordos internacionais e utiliza tribunais domésticos como ferramentas de perseguição política para atingir governos progressistas e soberanos.

Na tentativa de vitimizar Donald Trump, o embaixador alegou que o presidente teria dado "chances à diplomacia" e oferecido "múltiplas saídas" para que Maduro abandonasse o poder. De acordo com essa visão distorcida, a recusa de um líder eleito em se submeter às vontades de Washington justificaria uma ação militar violenta e o sequestro de sua esposa. É o velho método do "regime de valentões" denunciado por Jeffrey Sachs: ou os países da América Latina se curvam aos interesses dos EUA, ou enfrentam a força bruta sob o pretexto de "justiça".

O diplomata americano ainda apelou para o discurso do combate ao "narcoterrorismo" para justificar a manutenção da agressividade na região. Ao afirmar que Washington busca "paz, liberdade e justiça", Waltz contradiz as próprias ações militares que levaram o pânico à população venezuelana. Para quem acompanha a política externa com olhar crítico, fica claro que as palavras "liberdade" e "democracia" são usadas apenas como verniz para esconder o apetite pelas riquezas naturais e pelo controle geopolítico do continente.

A resistência internacional ao teatro americano foi imediata. Dentro do próprio Conselho de Segurança, Rússia e China desmascararam a retórica de Mike Waltz, classificando a ação dos Estados Unidos como ilegal e uma violação gravíssima do direito internacional. O impasse diplomático só cresce, pois a maioria das nações entende que permitir esse tipo de sequestro estatal abre um precedente perigosíssimo, onde nenhuma fronteira ou governo estará seguro contra os impulsos autoritários de Donald Trump e seu aparato de guerra.

Enquanto os Estados Unidos tentam vender a imagem de "policiais do mundo", a América Latina se une para proteger sua soberania. O discurso de Waltz não convence quem defende o multilateralismo e o respeito mútuo entre as nações. O que está em jogo na ONU não é apenas o destino da Venezuela, mas a sobrevivência das regras que impedem o mundo de mergulhar em um caos onde a lei do mais forte — imposta por figuras como Trump e celebrada pelo bolsonarismo — prevaleça sobre a paz e o direito.

Com informações do Brasil 247

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