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O ex-presidente Jair Bolsonaro, que finalmente cumpre sua pena de 27 anos e 3 meses por tentar destruir a democracia brasileira, sofreu um acidente doméstico dentro de sua cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Segundo relato de Michelle Bolsonaro nesta terça-feira (6), o líder da extrema-direita teria caído durante o sono e batido a cabeça contra um móvel na madrugada. A ex-primeira-dama, que frequentemente utiliza as redes sociais para manter a narrativa de vitimização do clã, afirmou que o socorro demorou a chegar devido às normas de segurança do regime fechado, ocorrendo apenas no início da manhã.
A situação de saúde do golpista parece instável desde sua condenação. Michelle afirmou no Instagram que o marido "não está bem" e que teria sofrido uma crise antes da queda. Para pressionar as autoridades, ela permaneceu nas dependências da Polícia Federal acompanhada por Brasil Caiado, médico particular da família, exigindo esclarecimentos do delegado de plantão sobre como foram prestados os primeiros socorros. Esse movimento é visto como mais uma tentativa da família de questionar o rigor do sistema prisional, o mesmo sistema que o bolsonarismo sempre defendeu ser o destino de seus adversários.
O histórico clínico de Bolsonaro na prisão tem sido marcado por episódios que beiram o tragicômico, alimentando o apelido de "broxa soluçante" que viralizou entre os internautas. Recentemente, durante o Natal, o ex-mandatário precisou de uma cirurgia para tratar uma hérnia inguinal e passou por três procedimentos de bloqueio do nervo frênico para conter crises persistentes de soluços. Além disso, o quadro de apneia do sono e as oscilações na pressão arterial tornaram-se companheiros constantes do ex-presidente em sua nova rotina de reclusão, longe das mordomias do Palácio da Alvorada.
A defesa de Bolsonaro tem tentado usar esses problemas de saúde para flexibilizar as condições da detenção, chegando a reclamar formalmente até do ruído do ar-condicionado na cela. No entanto, para o campo progressista, esses incidentes são apenas as consequências naturais de quem agora precisa encarar a realidade de um presidiário comum, sem as regalias que o cargo lhes conferia. A queda na madrugada e a batida de cabeça no móvel são fatos que a família tenta transformar em um drama político, enquanto o país celebra o funcionamento das instituições e a punição aos atos antidemocráticos.
Lula, por sua vez, segue focado em reconstruir o Brasil e limpar o governo dos infiltrados bolsonaristas que ainda tentam sabotar a gestão. Enquanto a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) passa por uma varredura para expulsar espiões ligados ao antigo regime, Bolsonaro lida com as limitações físicas de sua cela na Asa Sul. A atual presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, e outros líderes internacionais acompanham a estabilidade da região, enquanto o principal articulador do fascismo no Brasil se vê reduzido a um detento que necessita de guias de masculinidade e cuidados geriátricos.
A jornada de Jair Bolsonaro na Polícia Federal reflete o ocaso de um projeto autoritário que subestimou a resistência das instituições brasileiras. Seja reclamando de barulho ou caindo da cama, o ex-presidente agora habita um espaço onde o "capitão" não manda mais em nada. A justiça segue seu curso, e os próximos dias devem revelar se essa nova crise de saúde é real ou apenas mais uma peça do marketing de sobrevivência da prole bolsonarista, que se recusa a aceitar que o tempo da impunidade acabou definitivamente no Brasil.
Com informações de O Globo
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