Colunista do NYT define sequestro de Maduro como operação de máfia e não mudança de regime

Portal Plantão Brasil
6/1/2026 11:41

Colunista do NYT define sequestro de Maduro como operação de máfia e não mudança de regime

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A colunista do New York Times, Michelle Goldberg, publicou uma análise demolidora sobre a recente incursão de Donald Trump na Venezuela, classificando o sequestro de Nicolás Maduro não como uma "mudança de regime", mas como uma operação de extorsão pura e simples. Segundo Goldberg, a estratégia de Trump não visa democratizar o país — como o bolsonarismo costuma mentir —, mas sim aplicar um modelo de "gangsterismo imperialista". O objetivo é manter a estrutura política atual, porém totalmente subordinada aos interesses de Washington, garantindo o controle das reservas de petróleo e facilitando deportações em massa.

O que chama a atenção na análise é o fato de que, apesar da remoção violenta de Maduro, as peças centrais do governo venezuelano continuam em seus postos. Figuras como Delcy Rodríguez, Vladimir Padrino López e Diosdado Cabello permanecem no comando, o que confirma a tese de Goldberg: Trump prefere lidar com o sistema existente sob ameaça do que construir algo novo. Essa abordagem de máfia substitui o diálogo diplomático pela coação, onde os líderes locais devem seguir ordens diretas da Casa Branca ou enfrentar consequências severas, transformando a Venezuela em um protetorado de fato.

Diferente de governos republicanos anteriores, como o de George W. Bush, que tentavam (ainda que de forma desastrosa) impor modelos institucionais, Trump opera de forma predatória e direta. Sua declaração de que os EUA irão "controlar o país" deixa claro que não há um plano de governo para o povo venezuelano, mas sim um inventário de saque. A prioridade é extrair vantagens econômicas imediatas para os Estados Unidos, tratando a soberania nacional alheia como mercadoria de troca em uma mesa de apostas geopolítica.

Goldberg alerta que essa postura representa um abandono completo de qualquer restrição moral ou legal por parte de Washington. Ao agir como um "chefão" de gangue internacional, Trump desintegra as normas de autodeterminação dos povos e substitui o direito internacional pela lei da força bruta. Se esse modelo for normalizado, o mundo enfrentará um paradigma perigoso, onde o diálogo é descartado em favor da pilhagem institucionalizada, ameaçando a segurança de todas as nações que possuem recursos naturais cobiçados pelo império.

A colunista destaca que o sucesso dessa tática predatória pode encorajar Trump a repetir o "método da extorsão" em outros países do hemisfério ocidental. Para o governo Lula e para as forças progressistas da América Latina, o alerta é claro: o atual ocupante da Casa Branca não busca parceiros, mas súditos. A política de gangsterismo ignora o bem-estar social e a estabilidade regional, focando exclusivamente em alimentar o complexo industrial e atender aos caprichos autoritários de uma gestão que se vê acima de qualquer tribunal ou tratado.

Em resumo, o episódio venezuelano sob a ótica de Goldberg revela a face mais cruel do novo imperialismo norte-americano. Não se trata de liberdade, mas de controle; não se trata de justiça, mas de pilhagem. A preservação do status quo político em Caracas, agora sob a bota de Trump, é a prova de que a extrema-direita não tem compromisso com a democracia, apenas com o poder absoluto e a exploração desenfreada das riquezas do sul global. O equilíbrio global e a soberania das nações estão, agora, sob o risco de uma política externa pautada pela chantagem e pela violência.

Com informações do DCM

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