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A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, convocou a mobilização para o 8 de janeiro, afirmando que a data simboliza a reafirmação do compromisso com a democracia e a soberania nacional em um contexto em que “a soberania em nosso continente volta a ser ameaçada, como não se via desde os tempos da Guerra Fria”. Em vídeo, Gleisi relacionou a vitória jurídica sobre os golpistas de 2023 – que agora cumprem penas – à atual ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela, destacando que a defesa da democracia brasileira é inseparável da luta contra a intervenção imperialista na América Latina.
Gleisi destacou que a condenação dos responsáveis pelo ataque às instituições foi uma “grande vitória da soberania nacional, diante das agressões ao STF e ao nosso país pelo governo norte-americano”, e criticou os setores da direita que “conspiraram contra o julgamento dos golpistas, comemoraram o tarifaço e as sanções” e agora “se dizem contra ditaduras em outros países, mas tentam implantar uma ditadura aqui”. A ministra reforçou que a resposta firme do Brasil se tornou referência mundial e que a história confirma que democracia e soberania são “inegociáveis e irrevogáveis”.
Ao final, a ministra petista fez um chamado para a participação nos atos, enfatizando a necessidade de manter viva a memória para evitar a repetição dos erros e defender um projeto de Brasil e de mundo mais justo e soberano. A convocação de Gleisi transforma o 8 de janeiro em um palco de resistência dupla: contra o fascismo interno derrotado em 2023 e contra o imperialismo externo que ressurgiu com o ataque à Venezuela, unindo a defesa da democracia doméstica à solidariedade internacional anti-imperialista.