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O Conselho de Segurança das Nações Unidas expressou nesta segunda-feira (5) sua mais profunda preocupação com a agressão militar dos Estados Unidos à Venezuela, em uma reunião de emergência que representou uma clara vitória diplomática para o governo de Caracas. A secretária-geral adjunta Rosemary A. DiCarlo, falando em nome de António Guterres, transmitiu o alarme da organização com as operações militares em território venezuelano e alertou que a ação norte-americana viola frontalmente a Carta da ONU, que proíbe o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado.
Guterres enfatizou que o respeito ao direito internacional é a base do sistema multilateral que a operação dos EUA estabelece um "precedente perigoso" para as relações entre os países, podendo desencadear ciclos de instabilidade na América Latina. Ele apelou a todos os atores para evitar a escalada e priorizar os canais diplomáticos, reafirmando a disposição da ONU em facilitar o diálogo, em uma clara condenação ao unilateralismo beligerante da administração Trump.
O chanceler venezuelano, Yvan Gil, celebrou a posição do Conselho de Segurança como uma vitória histórica, declarando que "a comunidade internacional registrou que o ataque foi um ato contrário ao direito internacional" e que "não houve espaço para manipulação nem para o duplo padrão". A firme condenação no principal fórum de segurança global isola diplomaticamente os Estados Unidos e fortalece a legitimidade da resistência venezuelana, demonstrando que mesmo em um cenário de extrema assimetria militar, a batalha jurídica e moral pode ser vencida contra a potência intervencionista.
Com informações do Brasil247
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