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O governo de Donald Trump prepara reuniões com executivos das principais petroleiras estadunidenses para discutir a ampliação da produção e o retorno das corporações à Venezuela, após o sequestro militar do presidente Nicolás Maduro. A iniciativa confirma o que analistas e movimentos de esquerda denunciam há décadas: o verdadeiro objetivo da intervenção é o controle das maiores reservas de petróleo do planeta, revelando a ação militar como um ato de pilhagem imperialista disfarçado de operação antidrogas.
Apesar da narrativa otimista da Casa Branca, que afirma que as empresas estão "prontas e dispostas a fazer grandes investimentos", executivos da Exxon Mobil, ConocoPhillips e Chevron contradisseram Trump, afirmando que não houve qualquer reunião antes ou depois da destituição de Maduro. O ceticismo do setor reflete os enormes entraves políticos, jurídicos e estruturais para operar na Venezuela, onde a infraestrutura foi deliberadamente sabotada por sanções e a incerteza sobre o futuro do país permanece, mesmo após a violenta mudança de regime forçada.
A corrida pelo petróleo venezuelano, no entanto, já aquece o mercado financeiro, com o índice de energia do S&P 500 atingindo seu maior nível desde março de 2025. A movimentação expõe a hipocrisia da narrativa norte-americana: enquanto vendem a operação como uma "missão de libertação", Trump e seus aliados negociam abertamente a espoliação dos recursos naturais do país, transformando uma agressão militar em uma oportunidade de negócios para corporações que historicamente exploraram a América Latina. O episódio deixa claro que, para o imperialismo, a soberania de uma nação é um obstáculo a ser removido pela força, quando bloqueia o acesso às suas riquezas.
Com informações da Reuters
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