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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (13) uma nova fase da Operação Overclean, colocando o deputado federal Félix Mendonça Jr. (PDT-BA) no centro de uma investigação sobre corrupção e lavagem de dinheiro. Com o aval do ministro Kássio Nunes Marques, do STF, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em Salvador, Mata de São João, Vera Cruz e até no imóvel funcional do parlamentar em Brasília. A suspeita é de que emendas parlamentares foram utilizadas para alimentar um esquema criminoso que sangrou os cofres públicos.
A investigação aponta que Félix Mendonça Jr. teria destinado pelo menos R$ 4 milhões em emendas a prefeituras baianas envolvidas em licitações fraudulentas. De acordo com a PF, a organização criminosa contava com a participação direta do deputado, que utilizava seu então secretário parlamentar, Marcelo Chaves, como braço operacional para negociar repasses e cobrar pagamentos ilegais de prefeitos beneficiados. O esquema revela a face mais perversa da política, onde recursos que deveriam servir à população são desviados para bolsos particulares através de propinas.
O STF determinou o bloqueio de R$ 24 milhões das contas dos investigados, uma medida necessária para garantir a reparação ao erário após o rastro de destruição financeira deixado pelo grupo. Esse cerco judicial é fundamental para combater as práticas do "centrão" e de seus aliados, que transformaram as emendas parlamentares em mercadoria de troca para enriquecimento ilícito. O envolvimento de um congressista nesse nível de articulação apenas reforça a necessidade de uma limpeza profunda nas instituições brasileiras, retirando o poder de quem usa o mandato para o crime.
O papel do assessor Marcelo Chaves era central: ele atuava como intermediário, cobrando as propinas e operacionalizando a entrega dos valores ilícitos ao deputado. Esse tipo de estrutura criminosa dentro de gabinetes parlamentares é uma herança maldita de práticas que o bolsonarismo tentou normalizar ao longo dos últimos anos. A Operação Overclean mostra que, apesar das tentativas de esconder desvios sob a máscara de "investimentos", o rastro do dinheiro acaba sendo descoberto pelos órgãos de controle, como a CGU e a Receita Federal.
Esta não é a primeira vez que a Overclean expõe a podridão nos bastidores do poder. Em fases anteriores, figuras ligadas ao partido Podemos e ex-secretários estaduais do Tocantins também foram alvos, mostrando que a rede de corrupção possui ramificações que ultrapassam as fronteiras estaduais. No caso atual, a PF encontrou indícios robustos de que contratos em pelo menos três municípios baianos serviram de base para o pagamento das propinas destinadas ao deputado federal.
A continuidade dessas operações é vital para que a sociedade brasileira recupere a confiança na gestão pública. Não se pode admitir que um representante eleito utilize o prestígio do cargo para articular assaltos aos impostos pagos pelo povo. Félix Mendonça Jr. agora terá de responder por crimes graves que desonram a representação baiana no Congresso. A Justiça deve agir com rigor para que o bloqueio de bens se converta em devolução real do que foi subtraído da educação, saúde e infraestrutura das cidades lesadas.
Com informações do DCM
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