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Em uma acusação grave que expõe as táticas de guerra híbrida das potências imperialistas, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, major-general Abdolrahim Mousavi, denunciou os Estados Unidos e o regime de Israel por estarem por trás de uma campanha de desestabilização interna no país. Segundo o alto comandante, Washington e Tel Aviv, buscando "compensar sua derrota esmagadora" na guerra de 12 dias imposta ao Irã em junho de 2025, recorreram ao recrutamento de terroristas do Daesh (Estado Islâmico) para fomentar tumultos violentos, vandalismo e ataques contra civis e forças de segurança iranianas. A declaração foi feita em uma mensagem divulgada pela agência Tasnim News, na qual Mousavi elogia a resposta massiva da população, que foi às ruas em milhões para reafirmar seu apoio à Revolução Islâmica e condenar a interferência estrangeira.
O general foi incisivo ao detalhar a operação: "O regime sionista e os Estados Unidos lançaram mercenários selvagens e terroristas do Daesh contra o povo do Irã". Ele afirmou que esses elementos, organizados pelas agências de inteligência Mossad e CIA, tiveram como objetivo "maximizar o número de vítimas, utilizando armas de fogo e outros meios", em um plano claro para semear o caos e deslegitimar o governo. A acusação ocorre em meio a relatos oficiais de que grupos favoráveis à restauração da monarquia promoveram atos de vandalismo em várias cidades, resultando em dezenas de mortes. A resposta das ruas, com gigantescas manifestações populares na última segunda-feira, foi saudada pelo líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, como um "dia histórico" de unidade nacional frente à agressão externa.
Esta não é uma narrativa isolada, mas parte do contexto mais amplo de resistência do Irã ao cerco militar e econômico liderado pelos EUA e seus aliados. A referência à "guerra de 12 dias" de 2025 aponta para um conflito recente no qual, segundo a visão iraniana, as potências intervencionistas sofreram uma revés estratégico. Incapazes de alcançar seus objetivos por meio de um confronto militar convencional, elas teriam então recorrido ao manual já conhecido de desestabilização interna, financiando e armando grupos terroristas e elementos opositores para criar uma crise social e de segurança. É a mesma lógica aplicada em outras nações soberanas que se recusam a se curvar à hegemonia ocidental.
A declaração do general Mousavi serve tanto como denúncia quanto como alerta. Ele afirmou que "os guardiões da segurança do Irã não permitirão que nenhum terrorista criminoso do Daesh ou agentes recrutados pelos poderes arrogantes ajam contra o país". O episódio revela a intensificação da batalha em múltiplas frentes: militar, de inteligência e de guerra de informação. Enquanto o Irã acusa o Ocidente de orquestrar terrorismo, os governos de Washington e Tel Aviv buscam pintar a resistência iraniana como repressão interna. Para os povos que lutam contra o imperialismo, a mensagem é clara: a soberania conquistada com sangue será defendida a qualquer custo, e as maquinações de potências estrangeiras para semear o caos encontrarão a força organizada de um povo que não capitula.
Com informações da agência iraniana Tasnim News
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