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Em um movimento estratégico para consolidar sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, Jorge Messias, reuniu-se na noite desta segunda-feira (12) com o senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O encontro, realizado na Bahia, principal base política do parlamentar, marca o início da fase decisiva de articulações para a sabatina que poderá levar Messias a ocupar uma cadeira na mais alta corte do país. A indicação, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aguarda agora o envio formal da mensagem presidencial ao Senado, o que deve ocorrer após o fim do recesso parlamentar, em 2 de fevereiro, iniciando o processo oficial de análise.
Otto Alencar, em declarações à imprensa, manteve o protocolo ao afirmar que aguarda o documento oficial para dar andamento aos trabalhos da CCJ, evitando antecipar datas ou comentar sobre a coleta de apoios entre os senadores. "Não gosto de procurar colegas para saber como votarão", disse o senador, lembrando que a votação é secreta e que tal abordagem seria "deselegante". A postura de Alencar reflete uma tentativa de conduzir o processo com a formalidade necessária, após um período de tensões entre o Executivo e o Legislativo que agora é considerado superado. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, havia demonstrado preferência por outro nome, o do senador Rodrigo Pacheco, gerando atritos nos bastidores que foram amenizados após uma reunião de conciliação com Lula.
Com a indicação de Messias mantida e o caminho político sendo "pacificado", conforme noticiado, a expectativa é que o advogado-geral intensifique sua agenda de contatos com senadores nas próximas semanas. O objetivo é construir uma base de apoio sólida antes da sabatina, momento crucial onde sua trajetória, formação jurídica e alinhamento com os valores constitucionais serão minuciosamente examinados. A aprovação na CCJ e, posteriormente, no plenário do Senado, é o último passo para que Messias se torne ministro do STF, uma nomeação de extrema importância para a composição da Corte e para a defesa das pautas progressistas e dos direitos sociais nos próximos anos.
A indicação de Jorge Messias representa mais do que a substituição de um ministro; é a oportunidade de Lula consolidar no STF um jurista que, à frente da Advocacia-Geral da União, demonstrou compromisso com a defesa do Estado democrático de direito e das políticas públicas. Em um cenário onde a Suprema Corte é frequentemente arena de disputas políticas cruciais, a nomeação é estratégica. O diálogo direto com Otto Alencar, figura-chave no processo, mostra que o governo não mede esforços para garantir uma transição suave e uma confirmação célere, assegurando que a vaga seja ocupada por um nome de confiança do Palácio do Planalto. A bola agora está no campo do Senado, que terá a palavra final sobre o futuro ministro.
Com informações do Metrópoles
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