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Em uma escalada descarada de interferência nos assuntos internos de uma nação soberana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou suas redes sociais para incitar abertamente a derrubada do governo iraniano. Em uma postagem provocativa nesta terça-feira (13), Trump dirigiu-se a "patriotas iranianos", conclamando-os a continuarem protestando e a "assumirem o controle de suas instituições". A mensagem, que termina com a promessa vaga mas ameaçadora de que "a ajuda está a caminho" e a assinatura "MIGA" (Make Iran Great Again), é uma clara declaração de apoio a um cenário de insurreição e golpe, desrespeitando todas as normas do direito internacional e a autodeterminação dos povos.
A postagem de Trump não é um ato isolado de retórica; é parte de uma ofensiva multifacetada. No mesmo dia, a Embaixada Virtual dos EUA no Irã emitiu um alerta de segurança urgente, recomendando que todos os cidadãos norte-americanos deixem o país imediatamente, sob o argumento de que os protestos estão em "escalada". Esta medida, que antecede potenciais operações mais agressivas, ocorre em um contexto de tensão máxima, onde o Irã já acusou formalmente os EUA e Israel de estarem por trás dos recentes distúrbios violentos, recrutando até mesmo terroristas do Daesh para desestabilizar o país. Um outdoor em Teerã exibindo caixões cobertos pelas bandeiras dos EUA e de Israel simboliza o nível de hostilidade que a intervenção estadunidense gerou.
Ao prometer "ajuda" e incentivar a tomada de instituições, Trump está replicando o mesmo manual de guerra híbrida usado em outras nações que se recusam a se curvar aos interesses de Washington: fomentar o caos interno, armando e financiando grupos opositores sob o disfarce de "apoio à democracia", para justificar uma intervenção mais direta ou forçar uma mudança de regime. Esta tática ignora completamente a complexidade da sociedade iraniana e o amplo apoio popular que a República Islâmica demonstrou em manifestações massivas ocorridas apenas um dia antes, justamente para condenar a violência e reafirmar a soberania nacional, conforme destacou o chefe do Estado-Maior iraniano, general Mousavi.
A postura de Trump é abertamente imperialista e perigosa. Ao cancelar "todas as reuniões com autoridades iranianas" e prometer vingança – "Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto" –, ele fecha qualquer porta para o diálogo diplomático e opta pela via da confrontação e da desestabilização. É a mesma lógica aplicada à Venezuela e a Cuba, onde o cerco econômico e as ameaças militares são justificados por uma suposta defesa da liberdade. Para os povos que resistem ao imperialismo, a mensagem é clara: os EUA não respeitam fronteiras nem vontades populares; seu objetivo é a subjugação. A resposta do Irã, assim como a de outras nações sob ataque, será de firmeza e defesa de sua soberania, custe o que custar. O mundo assiste a mais um capítulo da guerra não declarada de Washington contra a autodeterminação dos povos.
Com informações do Brasil247
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