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A família Bolsonaro enfrenta um racha público que expõe a fragilidade e a falta de comando dentro do movimento. Em um gesto de clara rebeldia às ordens de Jair Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro utilizou suas redes sociais para promover o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Ao compartilhar um discurso em que Tarcísio ataca o governo Lula com retórica de presidenciável, Michelle ignorou solenemente o senador Flávio Bolsonaro, que havia sido ungido pelo pai como o herdeiro oficial para a disputa de 2026.
Este movimento de Michelle aprofunda o isolamento de Flávio Bolsonaro, que vem sendo bombardeado por críticas tanto de aliados quanto de familiares. O senador, que tentou sem sucesso se vender como uma figura de prestígio internacional em Washington, agora vê sua base doméstica ruir. A preferência de Michelle por Tarcísio não é apenas um detalhe estético; é um posicionamento político que enterra a tentativa de Jair Bolsonaro de manter o controle da sucessão dentro da própria linhagem direta, evidenciando que nem em casa o ex-presidente é mais obedecido.
O desprezo de Michelle pelo enteado reflete um sentimento crescente entre caciques do Centrão e setores da igreja evangélica, que consideram Flávio Bolsonaro uma figura despreparada e sem proposta. Enquanto Flávio se limita a repetir bordões agressivos do pai e a tentar emplacar o irmão Eduardo como chanceler, Tarcísio de Freitas vem sendo abraçado por setores da direita que buscam uma alternativa mais viável. Ao postar o vídeo do governador, Michelle valida o racha e se coloca ao lado dos que desejam ver a prole de Bolsonaro fora da cabeça de chapa.
A crise de autoridade no bolsonarismo é nítida. O fato de a ex-primeira-dama escolher publicamente um candidato diferente do escolhido pelo marido demonstra que a "unanimidade" em torno do nome de Flávio nunca existiu. Além das dificuldades políticas, o senador enfrenta resistência interna por sua incapacidade de consolidar apoios, tornando-se um fardo para o grupo. A movimentação de Michelle serve como um sinal verde para que outros aliados também abandonem o barco da família e busquem abrigo na candidatura de Tarcísio.
A estratégia de Tarcísio de Freitas, focada em críticas técnicas à gestão fiscal e econômica do governo federal, tem servido de escada para que ele se descole da imagem puramente ideológica e raivosa dos Bolsonaro. Michelle percebeu essa migração de apoio e decidiu desembarcar da canoa furada de Flávio antes do naufrágio total. Para o clã, o gesto é lido como uma traição política; para o cenário eleitoral, é a confirmação de que o projeto de poder dinástico de Jair Bolsonaro está em colapso.
Diante do racha, o bolsonarismo entra em 2026 fragmentado e sem uma liderança coesa. A tentativa de Jair Bolsonaro de transformar a política em um negócio de família esbarrou na ambição de seus próprios aliados e no pragmatismo de Michelle. Enquanto o governo Lula segue entregando resultados e liderando pesquisas, a oposição se perde em brigas de ego e disputas por herança política, provando que, sem o poder da caneta, o clã Bolsonaro não consegue manter nem a união em torno de um story de rede social.
Com informações do DCM
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