136 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A Defensoria Pública do Distrito Federal instaurou um procedimento oficial para investigar as condições de saúde e de custódia de Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O ex-presidente, que cumpre pena definitiva de 27 anos por liderar a tentativa de golpe de Estado, teria sofrido uma queda e batido a cabeça em um móvel dentro de sua cela. O episódio acionou imediatamente a tropa de choque do bolsonarismo, que agora tenta utilizar o incidente para buscar brechas que aliviem a situação do condenado.
A iniciativa da Defensoria atende a um pedido direto do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) e do senador Izalci Lucas (PL-DF). Os parlamentares, conhecidos pela defesa intransigente do antigo governo, solicitaram uma inspeção presencial no local da prisão e a análise de possíveis "medidas de caráter humanitário". A movimentação é vista como uma tentativa de politizar o estado de saúde do ex-presidente para construir uma narrativa de perseguição ou maus-tratos, visando uma possível prisão domiciliar sob pretexto médico.
Apesar da pressão dos aliados, a Defensoria Pública agiu com cautela e informou que o procedimento serve apenas para "averiguar os fatos noticiados", sem qualquer antecipação de conclusões sobre o mérito do pedido. O órgão ressaltou que novas informações só serão divulgadas após a conclusão oficial do relatório. O rigor institucional contrasta com o desespero de figuras como Gayer, que buscam qualquer pretexto para retirar Bolsonaro do isolamento imposto pela condenação por crimes contra a democracia.
O ex-presidente cumpre sua sentença em uma cela na Superintendência da PF, local destinado a presos de alta periculosidade política ou que exigem segurança especial. A queda relatada pelos advogados e parlamentares reacendeu o debate sobre o rigor da custódia de quem tentou subverter a ordem constitucional brasileira. Enquanto a militância bolsonarista clama por "humanidade", defensores do Estado de Direito lembram que o tratamento dispensado a Bolsonaro deve seguir estritamente o que a Lei de Execução Penal prevê para qualquer detento em situação similar.
O histórico de Bolsonaro com questões de saúde é frequentemente utilizado por sua defesa para protelar depoimentos ou tentar benefícios judiciais. Desta vez, com uma condenação transitada em julgado e uma pena longa a cumprir, a estratégia parece ser a mesma. No entanto, o sistema prisional e os órgãos de controle, como a Defensoria, estão sob forte escrutínio público para garantir que não haja privilégios indevidos para quem ocupou o cargo mais alto da República e o utilizou para fins criminosos.
O desfecho da inspeção será fundamental para encerrar os boatos e as tentativas de vitimização por parte do PL. Se o atendimento médico da Polícia Federal for validado como adequado, as pretensões de Gayer e Izalci Lucas cairão por terra, mantendo o foco na execução da pena de 27 anos. A sociedade brasileira aguarda que a justiça continue sendo aplicada com equidade, garantindo os direitos básicos do preso, mas sem permitir que incidentes domésticos na prisão se tornem passaportes para a impunidade.
Com informações de Carta Capital
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