849 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A criatividade dos criminosos de colarinho branco no Brasil parece não ter limites, mas a Polícia Federal está derretendo o disfarce. Na nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (14), investigadores descobriram que a quadrilha liderada por Daniel Vorcaro utilizava nomes de personagens do filme infantil "Frozen", da Disney, para batizar os fundos de investimento usados na fraude bilionária do Banco Master. Estruturas como "Olaf 95", "Anna Fundo de Cotas" e "Hans 95" eram as fachadas para o desvio de recursos, em uma ironia que não passou despercebida pelas autoridades: tratava-se, literalmente, de "dinheiro frio".
Enquanto o país tenta se reconstruir após anos de desmonte das instituições, a PF revela a face ostentatória e debochada do bolsonarismo financeiro. Durante o cumprimento dos 42 mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF, os agentes retiraram das mãos dos golpistas do mercado financeiro carros importados, relógios de luxo, armas de fogo e quase R$ 100 mil em espécie. O bloqueio de bens, que já soma R$ 5,7 bilhões, é uma tentativa necessária de garantir que o patrimônio público e os investidores lesados não paguem a conta dessa "fantasia" criminosa.
O cerco se fechou para figuras conhecidas dos bastidores do poder, como o banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado, o pastor Fabiano Zettel — que tentou fugir para Dubai em um jato particular antes de ser capturado. A lista de alvos da PF inclui nomes de peso como o empresário Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-presidente da Reag Investimentos. O grupo é investigado por formar uma organização criminosa que praticava gestão fraudulenta e lavagem de capitais, utilizando CDBs falsos com promessas de lucros irreais para atrair vítimas e financiar um estilo de vida nababesco.
A escolha de nomes de um filme da Disney para esconder crimes financeiros de R$ 12 bilhões revela o desprezo desses agentes pela seriedade do sistema financeiro nacional. Sob a gestão rigorosa da nova Polícia Federal, o tempo da impunidade para quem usa o mercado para saquear o povo brasileiro está chegando ao fim. O uso de "personagens" para lavar dinheiro de fundos de pensão e investimentos públicos mostra que, por trás da fachada de "empreendedores de sucesso", escondia-se uma estrutura montada para o crime e para o financiamento de grupos políticos antidemocráticos.

A operação Compliance Zero é um marco no combate à lavagem de dinheiro no governo Lula, mostrando que não há blindagem na Faria Lima que resista a uma investigação técnica e corajosa. A apreensão de munições e armas de fogo com esses "investidores" reforça o perfil perigoso da rede que cercava o Banco Master, conectando o crime financeiro a práticas de milícias e facções. O "reino de gelo" construído por Vorcaro e seus aliados começou a desmoronar, e o que resta agora são as provas de um esquema que tentou transformar o Brasil em um cassino particular para poucos privilegiados.
Com os bens sequestrados e os passaportes retidos, a cúpula do Master agora terá que responder à justiça brasileira. O ressarcimento dos danos causados à economia é a prioridade, enquanto a sociedade observa atônita como nomes de desenhos infantis serviram de código para uma das maiores quadrilhas financeiras da história recente. O Brasil não é uma animação da Disney, e as consequências para quem brinca com o dinheiro do povo são reais e severas.
Com informações do DCM
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