Tensão no limite: Trump promete "preço alto" enquanto Irã prepara ataques a bases dos EUA

Portal Plantão Brasil
14/1/2026 15:13

Tensão no limite: Trump promete "preço alto" enquanto Irã prepara ataques a bases dos EUA

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O mundo assiste com apreensão a uma das mais graves escaladas de tensão no Oriente Médio sob a presidência de Donald Trump. Nesta quarta-feira (14), o governo do Irã subiu o tom e enviou um alerta direto aos seus vizinhos: qualquer bombardeio norte-americano em solo iraniano será respondido com ataques imediatos às bases militares dos Estados Unidos espalhadas pela região. O recado foi entregue a países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Turquia, colocando as forças aliadas em alerta máximo diante da possibilidade de um conflito de proporções imprevisíveis.

A resposta de Washington não demorou. Diante da reação de Teerã às ameaças de Trump, fontes do governo confirmaram o início da evacuação de tropas de pontos estratégicos, incluindo a base aérea de Al Udeid, no Catar — a maior instalação militar dos EUA na região, que abriga cerca de 10 mil militares. A medida tenta evitar uma tragédia similar à de junho de 2025, quando a mesma base foi alvo de mísseis iranianos após ataques americanos a instalações nucleares. O recuo estratégico mostra que, apesar do discurso agressivo de Trump, o Pentágono reconhece a vulnerabilidade das suas 40 mil tropas diante do poderio de mísseis do regime dos aiatolás.

No centro da crise está a repressão brutal aos protestos internos contra o regime de Ali Khamenei, que já deixaram mais de 3.400 mortos, segundo ONGs internacionais. O presidente Donald Trump, fiel ao seu estilo de "polícia do mundo", tem usado as redes sociais para insuflar os manifestantes, prometendo que a "ajuda está a caminho" e pedindo que "guardem os nomes dos assassinos". No entanto, para o governo iraniano, as declarações de Trump não passam de uma tentativa de fabricar um pretexto para uma mudança forçada de regime, utilizando as sanções e a ameaça militar como ferramentas de asfixia.


A situação atingiu um ponto de não retorno com a iminente execução de Erfan Soltani, um jovem de 26 anos preso durante as manifestações. A condenação em um julgamento relâmpago e sem direito a defesa é vista como um recado de Khamenei para paralisar as ruas pelo medo. Em resposta, Trump elevou a aposta, afirmando que o Irã pagará um "preço muito alto" caso as execuções prossigam. Paralelamente, o governo americano impôs uma tarifa de 25% a qualquer país que mantenha relações comerciais com o Irã, em uma tentativa de isolar Teerã economicamente.

Enquanto a Alemanha de Friedrich Merz sinaliza que o regime iraniano vive seus "últimos dias", o Brasil e outros parceiros comerciais observam com preocupação o impacto das novas tarifas de Trump. A estratégia de "pressão máxima" adotada pelo republicano ignora as leis internacionais e coloca o mundo à beira de uma guerra aberta. Teerã, por sua vez, isolou o país ao cortar o acesso à internet, dificultando a verificação do massacre que ocorre nas ruas, enquanto os embaixadores europeus são convocados para ouvir as justificativas do regime.

O desfecho desta quarta-feira pode definir o rumo da geopolítica global em 2026. Com a iminência da execução de Soltani e os relatórios de ações militares chegando à mesa de Trump, a diplomacia parece ter sido deixada de lado em favor das armas e das sanções. O "MIGA" (Make Iran Great Again) de Trump soa para muitos como uma sentença de guerra, enquanto o povo iraniano segue encurralado entre a violência doméstica do regime e a ameaça de bombas estrangeiras.

Com informações do G1

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