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Em uma demonstração de força que marca o endurecimento da política migratória no governo de Donald Trump, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a suspensão total do processamento de vistos para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil. A medida, revelada pela Fox News nesta quarta-feira (14), entra em vigor no dia 21 de janeiro e não tem data para terminar. O objetivo central da administração republicana é impedir a entrada de imigrantes que possam representar um "ônus público" (public charge) aos cofres americanos, endurecendo critérios que já vinham sendo sinalizados desde o ano passado.
A lista de países afetados é extensa e heterogênea, colocando o Brasil ao lado de nações como Rússia, Irã, Afeganistão, Somália, Iraque, Egito e Nigéria. De acordo com memorandos internos, a orientação para os consulados é recusar as solicitações enquanto o Departamento de Estado reavalia os procedimentos de triagem. Sob a nova ótica de Trump, fatores como saúde, idade, fluência em inglês e estabilidade financeira serão pesados com rigor extremo. Relatos indicam que até mesmo condições como sobrepeso ou doenças crônicas podem ser usadas como justificativa para negar a entrada, sob a alegação de que o indivíduo poderia sobrecarregar o sistema de saúde dos EUA.
O impacto para os brasileiros é imediato e gera incerteza para milhares de pessoas com processos em andamento. Diferente de restrições pontuais, esta suspensão em massa é vista por analistas como uma tentativa de "pausar permanentemente" a migração de países que o governo Trump classifica como não prioritários ou problemáticos. A justificativa de proteger a "generosidade do povo americano" serve de pano de fundo para uma ofensiva que isola os Estados Unidos e cria barreiras diplomáticas com parceiros históricos, como é o caso do governo brasileiro, que vinha tentando manter uma relação pragmática com a Casa Branca.
Especialistas em imigração alertam que a medida pode ser um teste para restrições ainda mais severas. Enquanto a equipe de Trump defende que a iniciativa protege os recursos dos contribuintes, críticos apontam que a suspensão ignora as leis internacionais de refúgio e prejudica setores vitais da economia americana que dependem de mão de obra qualificada e turismo. O bloqueio atinge não apenas quem deseja morar nos EUA, mas cria um clima de insegurança para estudantes e profissionais que buscam vistos temporários, uma vez que o critério de "ônus público" passa a ser interpretado de forma subjetiva pelos oficiais consulares.
A suspensão ocorre em um momento de extrema polarização, onde o governo federal americano utiliza o controle de fronteiras como sua principal plataforma política. Ao incluir o Brasil em uma lista que conta com países em conflito aberto ou sob sanções severas, como o Iêmen e a Somália, a gestão Trump sinaliza que nenhum país está imune ao seu projeto de isolacionismo econômico e social. Para o cidadão comum, o sonho de visitar ou trabalhar nos Estados Unidos torna-se, a partir de agora, um labirinto burocrático de desfecho incerto.
Com informações do Brasil 247
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