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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja protagonizaram um encontro histórico nesta quarta-feira (14) com o ator Wagner Moura e o diretor Kleber Mendonça Filho, nomes à frente do aclamado "O Agente Secreto". Durante a reunião, Lula reforçou seu compromisso com a soberania cultural ao anunciar que o governo federal prepara uma medida para tornar obrigatória a exibição de filmes nacionais nas redes públicas de ensino. Para o presidente, garantir que o povo conheça a própria história através das telas é um gesto de reconhecimento da grandeza do Brasil e uma prova de que o país não se apequena diante de nenhuma potência estrangeira.
A iniciativa de Lula surge em um momento de consagração internacional do audiovisual brasileiro, que voltou a ocupar os tapetes vermelhos após o desmonte e a perseguição ideológica do período bolsonarista. O presidente destacou que o cinema é uma demonstração da nossa personalidade, origem e história. Ao contrário da gestão anterior, que via na cultura uma inimiga, o atual governo enxerga no setor um pilar fundamental da democracia. A medida de exibição nas escolas visa democratizar o acesso à arte e estimular novas gerações de cineastas, fortalecendo a identidade nacional desde a base.
Wagner Moura, visivelmente emocionado, agradeceu o apoio institucional e ressaltou o papel de um presidente que se comporta de forma democrática e incentivadora. O ator, que tem sido uma voz firme contra o avanço da extrema-direita, lembrou que a cultura e a democracia caminham juntas. Ele afirmou que, em todos os eventos internacionais, faz questão de destacar como o Brasil recuperou sua condição cinematográfica e teatral desde que a democracia foi restaurada nas urnas. Para Moura, o país tem vocação para a arte e, agora, volta a ter instrumentos e financiamento para florescer.
A primeira-dama Janja relembrou o discurso contundente do elenco no Globo de Ouro, onde a defesa das instituições brasileiras foi levada ao palco mundial. Moura reiterou que essa mensagem não é pontual, mas uma postura constante de todo o grupo em defesa do Brasil. O encontro serviu também para discutir a retomada dos mecanismos de fomento ao audiovisual, que permitem que filmes como "O Agente Secreto" alcancem o topo das paradas globais. Esse apoio técnico e financeiro é o que separa o atual momento de glória do isolamento cultural que o bolsonarismo tentou impor ao país.
Lula aproveitou a ocasião para oficializar sua torcida pelo sucesso de "O Agente Secreto" na corrida pelo Oscar, cujo anúncio de indicados ocorre na próxima semana, dia 22 de janeiro. O otimismo do Planalto reflete o sentimento de uma nação que voltou a ter orgulho de suas produções. O presidente reforçou que o cinema nacional é um espetáculo extraordinário e que o Estado tem o dever de ser um facilitador dessa produção, garantindo que o brilho de Hollywood seja apenas um reflexo do talento que nasce e se desenvolve aqui, com incentivo público e liberdade criativa.
Veja:
Hoje tivemos a alegria de conversar com Wagner Moura e @kmendoncafilho, vencedores do Globo de Ouro e um orgulho imenso do Brasil ?????
— Lula (@LulaOficial) January 14, 2026
Talento, cultura e Brasil brilhando para o mundo. Que venha o Oscar! ????
?? @ricardostuckert pic.twitter.com/RUr6r1HVD3