264 visitas - Fonte: Plantão Brasil
Em uma movimentação que sacode a diplomacia global, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (14) a suspensão do processamento de vistos de imigração para cidadãos de 75 países, entre eles o Brasil, a Colômbia e o Uruguai. Sob a gestão de Donald Trump, a medida reflete o endurecimento de um governo que busca blindar o sistema de assistência social norte-americano, barrando o que classifica como estrangeiros que representariam um "ônus público". A suspensão foca em quem busca residência permanente, enquanto os processos são reavaliados para evitar o acesso de imigrantes a programas de benefício do governo federal.
A lista, divulgada inicialmente por interlocutores da Casa Branca e pela Fox News, coloca o Brasil ao lado de nações como Rússia, Irã, Somália e Nigéria. De acordo com o porta-voz Tommy Pigott, a administração Trump está revisando o sistema migratório para garantir que a "generosidade americana" não seja explorada. Essa postura isolacionista e carregada de estigmas contra imigrantes do sul global é uma marca registrada do bolsonarismo internacional, que agora volta a ser aplicada com força total nos Estados Unidos, ignorando os laços históricos de cooperação entre as nações.
Para os brasileiros que sonham com a Copa do Mundo de 2026, que será sediada por EUA e México, há um alento: a suspensão não atinge os vistos de turismo e negócios (B1/B2). Torcedores que pretendem acompanhar os jogos no MetLife Stadium ou em outras sedes americanas ainda podem solicitar o documento, mas o governo Trump avisou que o cerco será implacável. Todos os solicitantes terão seus históricos em redes sociais devassados pelas autoridades consulares, em uma prática que fere a privacidade e busca monitorar opiniões políticas e comportamentais dos viajantes.
O Departamento de Estado orientou os portadores de ingressos que ainda não possuem visto a aguardarem a abertura do programa "FIFA PASS" no início de 2026, caso não encontrem datas disponíveis nos consulados. A estratégia de criar um canal específico para o torneio tenta evitar o colapso do turismo em um ano de visibilidade global, mas a mensagem de Washington é clara: visitantes são tolerados, mas futuros moradores de países considerados "não prioritários" não são bem-vindos. O governo Lula acompanha a situação com atenção, zelando pelos direitos dos cidadãos brasileiros diante das arbitrariedades da Casa Branca.
A inclusão de países que participarão da Copa em uma lista de suspensão migratória gera um mal-estar diplomático evidente. Enquanto o chanceler da Alemanha prevê os "últimos dias" do regime iraniano e o México desafia as ordens de Trump sobre o petróleo, os Estados Unidos se fecham em uma bolha de desconfiança e vigilância. A obrigatoriedade de passaportes com validade estendida e a análise ideológica de perfis digitais transformam a viagem de lazer em um processo burocrático hostil, revelando a face autoritária da atual administração norte-americana.
A medida de suspensão por tempo indeterminado coloca milhares de famílias brasileiras em um limbo jurídico, afetando planos de unificação familiar e carreiras profissionais. Sob o pretexto de combater o uso de assistência social, Trump pune cidadãos de 75 nações, reafirmando sua política de "América Primeiro" às custas da estabilidade internacional. O Brasil, sob a liderança de Lula, segue defendendo a reciprocidade e o respeito à dignidade de seus migrantes, enquanto o mundo observa os Estados Unidos se transformarem em uma fortaleza cada vez mais difícil de acessar.
Com informações do DCM
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