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A Procuradoria-Geral da República tem até esta segunda-feira (25) para se posicionar no inquérito que atinge Jair Bolsonaro, investigado por mais um capítulo de sua trajetória criminosa contra a democracia. A defesa do ex-presidente, que corre para se livrar do cerco da Justiça, nega qualquer plano de fuga para a Argentina, mesmo diante das provas reunidas pela Polícia Federal.
A PF já indiciou Bolsonaro e seu filho Eduardo por coação no curso do processo e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito. A investigação aponta que o ex-mandatário tentou interferir diretamente na Ação Penal nº 2668, que trata da tentativa de golpe entre 2022 e 2023. Entre as evidências, está uma minuta que sugeria urgência em um pedido de asilo ao ultradireitista Javier Milei, atual presidente da Argentina.
Diante desse material, o ministro Alexandre de Moraes concedeu prazo de 48 horas para manifestação da defesa e da PGR, que acabou estendido até esta segunda-feira por conta do fim de semana. Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, após descumprir medidas impostas pelo Supremo. A detenção foi determinada quando ele voltou a discursar em manifestações de seus apoiadores golpistas, mesmo proibido de atuar politicamente.
Caberá ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidir se as explicações apresentadas pela defesa são suficientes ou se há elementos para converter a medida em prisão preventiva. Se concluir que houve descumprimento das cautelares, Gonet pode pedir a prisão imediata, sem esperar o julgamento marcado para 2 de setembro.
Enquanto os advogados de Bolsonaro dizem ter sido “surpreendidos” pelo indiciamento, a pressão aumenta. O criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, alertou para as falhas de vigilância no condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e afirmou que isso poderia abrir espaço até para uma fuga cinematográfica para a embaixada dos Estados Unidos, o que classificou como uma “cena humilhante”.
Segundo Kakay, já havia fundamentos para decretar a prisão preventiva, mas Moraes optou por uma medida mais branda. Para o advogado, é hora de reforçar a fiscalização para impedir qualquer manobra desesperada do bolsonarismo, que tenta prolongar a farsa de um líder acuado pela Justiça.
Com informações do DCM
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