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O Banco do Brasil acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) contra um vídeo publicado por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e outras postagens que, segundo a instituição, espalham fake news e incentivam a retirada em massa de recursos. O banco pede que sejam avaliadas medidas judiciais para conter o ataque coordenado, que representa risco à economia nacional e pode configurar crime contra o Estado Democrático de Direito e o Sistema Financeiro Nacional.
No vídeo de 20 de agosto, gravado nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro afirmou que o Banco do Brasil seria excluído das relações internacionais e estaria prestes a falir. A mentira ganhou alcance com seus 1,7 milhão de seguidores no YouTube. O BB também apontou o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) e o advogado Jeffrey Chiquini, ligado ao bolsonarista Filipe Martins, como autores de publicações difamatórias semelhantes.
A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, criticou publicamente os ataques, afirmando que eles buscam abalar a credibilidade da instituição e minar a confiança dos clientes. O banco destacou que os golpistas distorcem informações sobre a Lei Magnitsky, usada pelos EUA em sanções internacionais, para espalhar o falso temor de “sanções secundárias” contra a instituição.
O documento enviado à AGU aponta que as narrativas tentam colocar o BB contra o Supremo Tribunal Federal, citando decisões ligadas ao ministro Alexandre de Moraes. Um dos episódios foi a substituição do cartão internacional Mastercard do ministro por um da bandeira Elo, controlada pelo próprio banco em parceria com a Caixa e o Bradesco, após sanções unilaterais impostas pelo presidente Donald Trump.
De acordo com o ofício, as fake news criam o risco de uma corrida bancária artificial, já que clientes passaram a procurar agências com medo de bloqueios e perdas inexistentes. O Banco do Brasil reforçou que segue sólido, com indicadores de liquidez e governança dentro das normas do sistema financeiro, e aguarda a decisão da AGU sobre a abertura de ações judiciais contra os responsáveis pelas mentiras.
O ativista Ivan Vieira fez a denúncia no X:
DENÚNCIA GRAVÍSSIMA — Advogado bolsonarista Jeffrey Chiquini propagou alerta alarmista dizendo que “o Banco do Brasil será sancionado pela Lei Magnitsky”, que “será desligado do SWIFT” e que correntistas “vão se ferrar”. Ele aconselha: “Tirem o seu dinheiro imediatamente”.
— Ivan Vieira ???? (@ivanvieira_5) August 21, 2025
Isso… pic.twitter.com/1MRkx4R6SI