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O Itamaraty formalizou nesta quarta-feira (5) um pedido oficial de extradição às autoridades italianas para repatriar o ex-assessor Eduardo Tagliaferro, foragido na Europa desde 2023. Tagliaferro é acusado de vazar informações sigilosas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e obstruir investigações sobre redes de desinformação quando atuava sob o comando do ministro Alexandre de Moraes.
O pedido, assinado pelo chanceler Mauro Vieira, detalha os crimes de violação de sigilo funcional, associação criminosa e obstrução da Justiça cometidos pelo ex-assessor. Documentos anexados incluem gravações, relatórios da PF e decisões judiciais que comprovam que Tagliaferro acessou ilegalmente sistemas do TSE para repassar dados a grupos bolsonaristas.
A estratégia de extradição foi coordenada entre Itamaraty, Ministério da Justiça e STF. Tagliaferro está em Milão desde janeiro, onde tentou obter asilo político alegando "perseguição" – tese rejeitada pela Justiça italiana após análise das provas brasileiras.
Se extraditado, Tagliaferro se tornará peça-chave nas investigações sobre a atuação de grupos organizados para sabotar as eleições de 2022. Sua colaboração pode revelar conexões entre servidores infiltrados no Judiciário e financiadores de campanhas de desinformação.
Com informações do jornal O Globo
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