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O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou nesta terça-feira (26) uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a campanha de ataques coordenados por bolsonaristas ao Banco do Brasil. O petista pede que sejam investigados crimes contra o sistema financeiro nacional, com base na Lei 7.492/1986, que prevê pena de dois a seis anos de reclusão para quem divulgar informações falsas sobre instituições financeiras.
Em sua representação, Lindbergh destacou que influenciadores e parlamentares bolsonaristas – como o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) e o advogado Jeffrey Chiquini – estão incentivando saques em massa através de fake news sobre supostas sanções internacionais ao BB. "É uma ofensiva criminosa que busca criar pânico artificial e prejudicar economicamente milhões de brasileiros", afirmou o parlamentar.
O Banco do Brasil já havia anunciado medidas judiciais contra os ataques, após identificar publicações que distorcem o impacto da Lei Magnitsky (aplicada pelos EUA contra o ministro Alexandre de Moraes) sobre a instituição. Em nota, o BB alertou que as campanhas de desinformação "induzem a população a decisões que podem prejudicar a saúde financeira".
Lindbergh também vinculou os ataques a uma estratégia wider de desestabilização de estatais: "É o mesmo roteiro de 2016, quando criaram crises artificiais para justificar privatizações". A representação na PGR cita ainda o aumento artificial da inadimplência do agronegócio como parte do esquema, com parlamentares bolsonaristas pressionando por perdão de dívidas de setores não prejudicados.
Bolsonaristas atacam o Banco do Brasil com uma campanha orquestrada de fake news. Tentam usar o pânico financeiro como arma de terrorismo econômico para sabotar a confiança numa instituição que é coluna vertebral do Brasil: garante crédito agrícola no Plano Safra, sustenta…
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) August 25, 2025