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Em discurso contundente durante o Fórum China-CELAC, o chanceler Wang Yi enviou uma mensagem clara aos Estados Unidos: "A América Latina e o Caribe não são o quintal de ninguém, nem são uma arena para grandes potências". A declaração, feita em Pequim nesta quarta-feira (7), representa uma resposta direta às recentes tentativas norte-americanas de interferência na região.
Wang Yi destacou que a China sempre defendeu o princípio de não interferência nos assuntos internos de outros países e condenou o que chamou de "práticas neocoloniais" de potências ocidentais. "Respeitamos a soberania e a autonomia dos países latino-americanos e caribenhos. Nossa cooperação baseia-se no benefício mútuo, não na exploração", afirmou o chanceler chinês.
O posicionamento ocorre em meio a crescentes tensões geopolíticas, com os EUA tentando conter a influência chinesa na região. Dados apresentados no fórum mostram que o comércio entre China e América Latina atingiu US$ 450 bilhões em 2023, com investimentos em infraestrutura, energia e tecnologia.
"Enquanto alguns países impõem sanções e condicionalidades, nós oferecemos cooperação win-win", disse Wang, em referência indireta às políticas norte-americanas. O chanceler anunciou ainda novos investimentos em conectividade digital e transição energética para países da região.
Líderes latino-americanos presentes ao fórum, including representantes do Brasil, Argentina e México, aplaudiram a declaração chinesa. "É o mundo multipolar em ação. Finalmente temos alternativas reais de cooperação internacional", comentou um diplomata brasileiro.
Analistas veem o discurso como parte da nova estratégia chinesa de desafiar a hegemonia dos EUA no hemisfério ocidental, oferecendo parcerias sem as condicionalidades políticas tradicionalmente impostas por Washington.
Com informações da Opera Mundi
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