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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu de forma firme às novas ameaças de Donald Trump contra países que ousarem regular as chamadas big techs. Em reunião ministerial nesta terça-feira (26), Lula lembrou que essas empresas não pertencem ao Brasil e que o país não deve se submeter ao jogo de pressão do governo norte-americano.
“Para nós, elas são patrimônio americano, mas não são nosso patrimônio”, destacou o presidente, em referência às gigantes digitais que lucram bilhões no Brasil sem retorno proporcional ao povo brasileiro.
A reação veio depois de Trump publicar nota em que prometeu impor tarifas adicionais e restringir exportações para nações que criarem impostos digitais ou legislação regulatória para serviços digitais. O recado mira diretamente países como o Brasil, onde o Congresso discute regras para plataformas que hoje atuam sem responsabilidade social adequada.
Trump afirmou que “enfrentará” os governos que ousarem mexer nas “incríveis empresas americanas”, ameaçando consequências severas. O tom agressivo, no entanto, é parte da tentativa do republicano de blindar empresas dos EUA diante do avanço da China no setor digital e tecnológico.
Na véspera, Trump já havia ameaçado impor tarifa de 200% sobre produtos chineses se os EUA não fossem abastecidos com ímãs, item estratégico para tecnologias de ponta. A China, por sua vez, ampliou restrições à exportação de terras raras, recurso em que lidera ao lado do Brasil.
O embate mostra como Trump insiste em usar a política comercial como arma de chantagem global, tentando intimidar países que buscam soberania digital. Lula, ao contrário, reafirma que o Brasil não pode ser refém dos interesses de multinacionais e que a prioridade é proteger os brasileiros e a democracia.
Assista ao vídeo:
?? Lula critica postura de Trump sobre big techs: "Tem agido como se fosse o imperador do planeta"
— Metrópoles (@Metropoles) August 26, 2025
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