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O jornal Valor Econômico destacou nesta terça-feira (26) a análise de John Waldron, vice-presidente operacional e presidente não executivo do Goldman Sachs, que esteve no Brasil para celebrar os 30 anos de presença do banco no país. O executivo afirmou que a combinação de juros reais elevados com a resiliência da economia brasileira torna o mercado altamente atrativo para investidores estrangeiros.
Waldron lembrou que o Goldman Sachs saiu de um pequeno escritório com três funcionários para chegar a 450 profissionais no Brasil, surfando o que chamou de “superciclo de investimentos” em áreas estratégicas como infraestrutura, energias renováveis, descarbonização, data centers e semicondutores — setores impulsionados pelo avanço da inteligência artificial.
Segundo ele, boa parte desses investimentos vem do setor privado, já que muitos governos ainda carregam dívidas elevadas pós-pandemia. “Vemos capital fluindo para o Brasil. O país se mostrou bastante resiliente, com taxas de retorno real altas. É um lugar atraente para alocar capital”, disse o executivo, ressaltando que investidores avaliam com cautela o cenário fiscal, os juros e a relação bilateral com os Estados Unidos.
Sobre a guerra tarifária conduzida por Donald Trump, Waldron evitou críticas diretas, mas destacou que o Brasil tem diversificado seus parceiros comerciais e não depende exclusivamente de Washington. Para ele, o país tem vantagens competitivas e deve manter relações sólidas tanto com os EUA quanto com a China.
Ao avaliar a economia americana, o executivo projetou que o Federal Reserve poderá cortar os juros já em setembro, possivelmente em 0,25 ponto percentual, diante de sinais de desaceleração no mercado de trabalho. Questionado sobre rumores de sucessão no comando do banco, minimizou: “Nosso foco é tornar o Goldman Sachs mais valioso e resiliente”.
Waldron frisou ainda que o Brasil se consolidou como plataforma estratégica fora dos grandes centros globais, comparável à estrutura do banco em Cingapura. Apesar da pausa nas emissões de ações, há forte apetite internacional por fusões e aquisições de empresas brasileiras. “Se você acredita na resiliência da economia, o Brasil é um lugar superatraente”, concluiu.
Com informações do Brasil 247
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