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A crise institucional nos Estados Unidos ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (26), após o secretário de Comércio, Howard Lutnick, ameaçar abertamente a diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook. Ele declarou que a economista deveria “rezar para não ser presa”, acusando-a de fraude hipotecária sem apresentar qualquer prova concreta.
As falas ocorreram um dia depois de Donald Trump anunciar a demissão imediata de Cook por “justa causa”. A decisão gerou forte repercussão porque, pela lei americana, diretores do Fed só podem ser afastados em casos comprovados de má conduta ou negligência grave. Até agora, não há denúncia formal contra a economista.
Cook, indicada em 2022 pelo então presidente Joe Biden e com mandato até 2038, reagiu por meio de seu advogado, Abbe Lowell, afirmando que não existe “nenhum motivo legal” para sua saída e que Trump não tem autoridade para removê-la. Segundo especialistas, ela poderá recorrer à Justiça para permanecer no cargo até decisão final.
A ofensiva de Trump contra Cook ocorre em meio à sua guerra contra a política monetária do Fed, que mantém juros elevados para conter a inflação. O republicano já ameaça também substituir o presidente da instituição, Jerome Powell, numa clara tentativa de subjugar o banco central, historicamente independente, ao seu comando político.
Lisa Cook fez história ao se tornar a primeira mulher negra no conselho do Fed. Professora da Universidade de Michigan, com passagens por Harvard, Oxford e doutorado em Berkeley, construiu carreira dedicada a pesquisas sobre desigualdade e desenvolvimento econômico. Sua remoção é vista por analistas como um ataque não apenas à autonomia do Fed, mas também à representatividade e ao avanço institucional conquistado nos últimos anos.
Com informações do DCM
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