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O Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para um dos julgamentos mais decisivos da história recente do país: a condenação de Jair Bolsonaro (PL) por sua tentativa de golpe contra a democracia. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, manterá seu voto em sigilo até o momento da leitura, no próximo dia 9 de setembro, em uma estratégia que reforça o peso histórico da sessão.
O julgamento terá início em 2 de setembro, mas só após a apresentação do relatório e das sustentações orais — do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e das defesas dos oito réus — é que Moraes revelará seu posicionamento. A leitura do voto está prevista para durar entre três e quatro horas e deve apontar uma pena de, pelo menos, 30 anos de prisão a Bolsonaro, considerado chefe de uma organização criminosa que tentou impedir a posse de Lula e Geraldo Alckmin.
Diferente de outros ministros que circulam seus votos previamente para construir consensos e evitar pedidos de vista, Moraes adota a mesma linha já usada em julgamentos de golpistas do 8 de Janeiro: segredo absoluto até o instante da leitura. O objetivo é blindar o tribunal contra vazamentos e pressões externas.
Na Primeira Turma do STF, composta ainda por Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, a expectativa é de que a condenação seja unânime. Fux, que costuma divergir em relação ao tamanho das penas, já sinalizou que não pedirá vista e pode inclusive formar maioria ao lado do relator.
A manobra de Moraes também ecoa episódios anteriores. Em 2019, ao julgar um caso da Lei de Responsabilidade Fiscal, ele enviou quase todo o voto aos colegas, mas deixou de fora o trecho mais polêmico — repetindo agora a tática de preservar até o último minuto sua decisão.
A postura do ministro sinaliza não apenas rigor, mas também consciência histórica: o julgamento de Bolsonaro será lembrado como um divisor de águas para a democracia brasileira.
Com informações do DCM
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