485 visitas - Fonte: Plantão Brasil
Um escândalo diplomático começou a se desenhar entre Brasil e Itália. Documentos revelam que Carlo Fidanza, representante do partido neofascista Fratelli d’Italia — liderado pela primeira-ministra Giorgia Meloni — assinou uma carta pedindo que a União Europeia avalie sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O documento, também assinado por membros de partidos de extrema direita da Europa, foi endereçado a Kaja Kallas, alta representante da União Europeia para assuntos internacionais. A articulação acontece no mesmo momento em que Carla Zambelli (PL-SP), condenada a 10 anos de prisão pelo STF e foragida em Roma, tenta evitar a extradição para o Brasil.
O deputado italiano Angelo Bonelli, que colaborou com a polícia na localização de Zambelli, reagiu duramente. Para ele, o movimento do partido de Meloni é um “ataque inaceitável à soberania do povo brasileiro” e um risco direto à independência da Justiça. “Isso é abrir a porta para a ditadura”, afirmou.
Bonelli exigiu explicações públicas da primeira-ministra italiana. “Meloni precisa esclarecer por que decidiu atacar a magistratura brasileira, defender responsáveis pela tentativa de golpe no Brasil e quais laços mantém com Bolsonaro e sua rede de extrema direita internacional”, disse.
Ele lembrou ainda que a ex-deputada Zambelli, que chegou a apontar uma arma contra um jornalista, conta hoje com apoio político na Itália para tentar barrar sua extradição. “É inadmissível que quem governa a Itália se alie a quem destruiu o meio ambiente e atacou direitos humanos”, completou.
O episódio reforça a articulação internacional da extrema direita para blindar Bolsonaro, sua família e aliados, agora com a participação direta do partido da própria chefe de governo italiana.
Today, I, along with 15 other Members of the European Parliament, sent a letter to @kajakallas, High Representative of the Union for Foreign Affairs and Security, urging her to recommend that the Council impose targeted sanctions against Brazilian Supreme Court Justice Alexandre… pic.twitter.com/sVt7gV6sa7
— Dominik Tarczynski MEP (@D_Tarczynski) July 30, 2025