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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (27) a recondução de Paulo Gonet ao comando da Procuradoria-Geral da República (PGR). Atual procurador-geral, ele está no cargo desde o fim de 2023 e terá agora mais dois anos à frente do Ministério Público Federal.
A decisão foi vista no Planalto como um gesto político de respaldo a Gonet, especialmente depois de os Estados Unidos cassarem o visto de entrada dele e de outras autoridades brasileiras, numa clara tentativa de pressão externa que não intimidou o governo Lula.
A medida ocorre em um momento decisivo: dentro de poucos dias, o Supremo Tribunal Federal julgará a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, em que o ex-presidente Jair Bolsonaro figura como réu, acusado de ser mentor e incentivador dos ataques contra a democracia.
Pelo rito constitucional, cabe ao Senado Federal analisar a recondução. Primeiro, Gonet passará por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Depois, a votação será levada ao plenário da Casa, em sessão secreta, onde será necessário conquistar ao menos 41 votos favoráveis para confirmar sua permanência.
A recondução reforça a estratégia do governo Lula de manter estabilidade institucional no Ministério Público Federal e assegurar que a PGR siga atuando com independência, especialmente diante das ameaças da extrema-direita e do bolsonarismo, que ainda tenta se manter vivo atacando as instituições democráticas.
Com informações do Brasil 247
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