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O Supremo Tribunal Federal (STF) prepara um esquema de segurança sem precedentes para o julgamento do golpista Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus envolvidos nos ataques de 8 de janeiro. O plano inclui varreduras nas casas dos ministros, restrição de acesso à Praça dos Três Poderes e reforço de policiamento, com agentes dormindo dentro da sede do tribunal em Brasília.
Cerca de 30 policiais vindos de outros tribunais já estão na capital, somando-se ao efetivo da Polícia Judicial do Supremo. Eles permanecem de prontidão em dormitórios improvisados dentro do prédio e devem ficar por pelo menos dois meses, podendo ter o prazo ampliado diante do risco de violência e das ameaças que se intensificam com a proximidade do julgamento.
As sessões começam no dia 2 de setembro e devem se estender até o dia 12, período que inclui o feriado da Independência, em 7 de setembro, quando bolsonaristas já convocaram manifestações. A avaliação no STF é que, em caso de condenação, a tensão não deve diminuir, já que Bolsonaro só poderá ser preso após o fim dos recursos. O cenário ainda coincide com a posse de Edson Fachin na presidência da corte, marcada para 29 de setembro.
A segurança aponta não apenas para riscos de mobilizações organizadas, mas também para ações de indivíduos isolados — que, após o ataque suicida de Francisco Wanderley Luiz, o “Tiu França”, em novembro, passaram a ser chamados de “ratos solitários”, para evitar glamourização. O episódio levou o tribunal a retomar as grades de proteção ao redor do prédio, que agora não têm previsão de serem retiradas.
A possibilidade de Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, querer comparecer presencialmente ao julgamento também preocupa. O ex-presidente tem confidenciado a aliados o desejo de “enfrentar” os ministros, mas avalia se a exposição pode prejudicá-lo politicamente. Caso tente, o Supremo reforçará ainda mais a segurança.
O julgamento, marcado pelo ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, terá cinco sessões: 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. O resultado pode representar o maior revés para o bolsonarismo desde o fracasso da tentativa de golpe.
Com informações da Folha de São Paulo
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