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A tradicional revista britânica The Economist destacou nesta quinta-feira (28) que o Brasil se tornou um exemplo de maturidade democrática nas Américas. Segundo a publicação, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos sob a influência de Donald Trump, políticos brasileiros — de diferentes correntes ideológicas — seguem as regras institucionais e buscam avanços por meio da democracia. “O papel de adulto democrático do hemisfério ocidental se deslocou para o sul”, afirma o texto.
A reportagem faz uma comparação direta entre Brasil e EUA. Enquanto os norte-americanos caminham para o autoritarismo, o protecionismo e a corrupção, com Trump ameaçando instituições e até o Federal Reserve, o Brasil, mesmo enfrentando pressões externas, reafirma seu compromisso democrático. A revista observa que os ataques do presidente dos EUA ao governo Lula tendem a fracassar, já que apenas 13% das exportações brasileiras têm como destino o mercado americano. Além disso, lembra que os ataques de Trump só reforçam a popularidade de Lula e blindam o governo de críticas em caso de turbulência econômica.
Outro ponto central da análise é o papel do Supremo Tribunal Federal (STF), considerado uma barreira contra o autoritarismo. A reação firme à tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 foi vista como uma resposta histórica à memória da ditadura militar de 1964. A Constituição de 1988, chamada de “Constituição Cidadã”, também foi lembrada como pilar essencial para a estabilidade democrática do país.
Ainda assim, a Economist ressalta que o STF enfrenta críticas por julgar milhares de casos por ano, o que concentra poderes e gera debates sobre seus limites de atuação. No entanto, a publicação destaca que, diante das ameaças bolsonaristas, a atuação da Corte foi crucial para defender a democracia brasileira.
A revista cita ainda pesquisas que mostram que a maioria dos brasileiros acredita que Jair Bolsonaro tentou permanecer no poder à força após a derrota em 2022. Conservadores que flertam com sua candidatura em 2026, segundo a análise, criticam seu estilo político cada vez mais tóxico.
Por fim, o artigo lembra que no próximo dia 2 de setembro o STF dará início ao julgamento do ex-presidente, chamado pela própria revista de “Trump dos trópicos”. A expectativa é que sejam apresentadas provas de uma conspiração que envolveu até um ex-general de quatro estrelas, com planos de anular as eleições. Para a Economist, o golpe só fracassou por incompetência — nunca por falta de intenção.

Ilustração de : Gregori Saavedra
Com informações do Brasil 247
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