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O Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, acusado de ter dado suporte jurídico a atos golpistas e de omissão criminosa durante os ataques de 8 de janeiro de 2023 contra as sedes dos Três Poderes. A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que descreve falhas graves nas duas funções exercidas por Torres.
Segundo a acusação, quando ocupava o Ministério da Justiça, Torres propagou desinformação sobre o sistema eleitoral e articulou operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Nordeste durante o segundo turno das eleições, com o objetivo de dificultar o voto popular em regiões onde Bolsonaro tinha menor apoio.
Já como secretário de Segurança do DF, indicado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), é acusado de abandono do cargo e omissão diante da invasão golpista. No dia dos ataques, ele sequer estava em Brasília. Moraes chegou a determinar sua prisão preventiva em janeiro de 2023, sob suspeita de conivência, medida que durou três meses até a soltura em 11 de maio.
Em busca e apreensão realizada em sua residência, a Polícia Federal encontrou uma minuta de decreto golpista que sugeria intervenção no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), elaborada para dar a Bolsonaro instrumentos de ruptura institucional.
A PGR dedicou 87 páginas à acusação contra Torres, em um processo de 517 páginas — sendo 137 delas dedicadas apenas a Bolsonaro. A defesa do ex-ministro apresentou mais de 300 páginas, alegando que as forças de segurança do DF seguiram protocolos adequados e negando a existência de qualquer prova que o vincule diretamente à trama.
Outro ponto controverso é sua viagem aos Estados Unidos dias antes dos ataques. A acusação afirma que Torres teria perdido o celular após ser informado da ordem de prisão expedida por Moraes, enquanto a defesa sustenta que não houve extravio e que houve entrega de acesso integral às contas em nuvem. O julgamento também deve analisar a acareação feita no STF entre Torres e o ex-comandante do Exército, general Freire Gomes, que prestaram depoimento frente a frente para confrontar suas versões.
Com informações do DCM
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