O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, segue tentando usar o mandato como escudo para se proteger. Nesta quinta-feira (28), ele enviou um ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pedindo autorização para exercer o cargo a partir dos Estados Unidos, onde vive desde fevereiro.
No documento, Eduardo alega “perseguição política” e compara sua situação à pandemia, quando o trabalho remoto foi autorizado em caráter emergencial. Afirma que não pretende renunciar ao mandato e que estaria em “diplomacia parlamentar” em agendas com aliados de Donald Trump — justamente o governo que vem retaliando o Brasil em defesa de Jair Bolsonaro, prestes a ser julgado no STF pela tentativa de golpe de Estado.
Entre março e julho, o deputado esteve licenciado para tratar de assuntos pessoais. Desde então, acumula faltas não justificadas. Em Washington, tem buscado apoio explícito ao ataque contra o Brasil, articulando sanções e tarifas que afetam diretamente a economia nacional.
Ofício que enviei hoje ao Presidente da Câmara Hugo Motta falando sobre minha situação de perseguição política, que me impede de retornar ao Brasil e bem exercer minha função de parlamentar. pic.twitter.com/c3AlOZKl3M
No último dia 20, Jair e Eduardo Bolsonaro foram indiciados pela Polícia Federal sob acusação de coação contra autoridades e tentativa de influenciar processos judiciais por meio de sanções estrangeiras. O caso está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que já autorizou investigações sobre a conduta da dupla.
Hugo Motta afirmou que não existe previsão regimental para a prática de mandato à distância e que Eduardo será tratado como qualquer outro deputado. Aliados ensaiam propostas para mudar as regras, mas nenhuma avançou. Na prática, o parlamentar tenta manter privilégios mesmo estando fora do país e atuando contra os interesses do Brasil.
Na quarta (27), Eduardo apareceu de forma remota em uma subcomissão da Comissão de Segurança Pública, onde defendeu anistia para os golpistas do 8 de janeiro e atacou Moraes, repetindo a narrativa de “invenção” das acusações. A postura escancara seu alinhamento com o extremismo bolsonarista, enquanto tenta se proteger nos EUA.
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