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A mentira espalhada por Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre uma suposta taxação do Pix não viralizou por acaso. De acordo com investigações da Receita Federal e do Banco Central, o vídeo teria sido impulsionado por fintechs hoje na mira da Operação Carbono Oculto, acusadas de envolvimento com lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
Essas empresas tinham motivo claro para fomentar a onda de desinformação: o governo federal buscava ampliar a fiscalização sobre transações financeiras digitais, obrigando plataformas a prestar informações como já ocorre com os bancos. A reação coordenada, alimentada pela fake news de Nikolas, derrubou a medida após o vídeo alcançar mais de 200 milhões de visualizações.
Segundo o diretor do Sindifisco, Dão Real, os criminosos exploraram brechas em meios digitais de pagamento. “Sem a obrigação de informar movimentações, as fintechs viraram zona cega. O controle preventivo desaparece e só resta correr atrás do prejuízo quando a fraude já aconteceu”, explicou.
A Operação Carbono Oculto, deflagrada na última quinta-feira (28), cumpriu 350 mandados em oito estados e revelou a grandiosidade do esquema. Parte do dinheiro vindo do setor de combustíveis era canalizado para fintechs e, em seguida, blindado em fundos de investimento. Apenas uma dessas plataformas movimentou sozinha R$ 46 bilhões.
No total, cerca de R$ 30 bilhões foram “lavados” em 40 fundos controlados pelo crime organizado. Para os investigadores, as fintechs funcionavam como “portas de saída” para o dinheiro ilícito, e a tentativa de barrar a fiscalização com desinformação mostra o elo direto entre fake news e a sustentação financeira das facções.
“Não foi por acaso que as notícias falsas surgiram naquele momento. A instrução normativa fechava justamente a brecha usada pelo crime”, concluiu Dão Real.
Com informações da Fórum
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