7494 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, age como aquele padrinho que só aparece em momentos de festa, mas some quando o problema é real. Enquanto São Paulo mergulha em crises — auditor preso com propina bilionária, explosão do feminicídio e violência policial em alta de 61% — o governador permanece ausente.
Agora, com a megaoperação federal que desbaratou uma quadrilha ligada ao PCC, envolvendo mais de mil postos de gasolina, usinas de álcool e até fundos da Faria Lima, Tarcísio tenta aparecer como protagonista. Mas a verdade é que a ação foi conduzida pela Polícia Federal, Receita e Ministério Público, não pelo governo estadual.
Pior: há mais de um ano Tarcísio já tinha conhecimento do esquema. Em maio de 2024, o jornalista Alberto Luchetti revelou que o governador falava abertamente sobre a rede de postos controlada pelo crime organizado. Na época, prometeu uma grande operação, mas nada fez.
Seja por omissão, seja por excesso de fala, Tarcísio acabou servindo de alerta para os criminosos, que puderam se preparar após a exposição pública. Em qualquer hipótese, fica evidente que o governador não atuou para desmontar a quadrilha — preferiu esperar para tentar se apropriar do mérito de uma operação que não foi sua.
A postura do governador lembra a fêmea do cuco: deixa que outros façam o trabalho pesado e só aparece depois para reivindicar os frutos. O problema é que, enquanto Tarcísio se promove, São Paulo continua refém do PCC e da violência crescente.
Com informações da Fórum
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.