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O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou nesta quinta-feira (16) uma representação no Conselho de Ética da Câmara solicitando o bloqueio imediato do salário e verbas parlamentares de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O petista acusa o bolsonarista de "abandono de mandato" por exercer suas atividades parlamentares prioritariamente dos Estados Unidos, onde está desde o início das investigações sobre seu envolvimento em esquemas criminosos.
"Não existe mandato parlamentar a distância. Eduardo Bolsonaro fugiu para Miami e agora tenta governar por WhatsApp, enquanto recebe R$ 41,5 mil mensais dos cofres públicos. É uma afronta aos contribuintes brasileiros", declarou Lindbergh em coletiva no Congresso. O pedido inclui a suspensão de todos os benefícios financeiros e o corte de assessores.
A representação cita que Eduardo acumula mais de 120 dias de ausências não justificadas nas comissões e sessões plenárias, além de não apresentar qualquer trabalho legislativo relevante em 2023. "Ele não votou uma única matéria importante, mas posta diariamente ataques às instituições de seu resort em Miami", ironizou o petista.
Líderes partidários já sinalizam apoio à medida. "A Câmara não pode ser conivente com esta farra de parlamentares fantasma", afirmou um deputado do PSOL. Eduardo Bolsonaro não se manifestou sobre a representação, mas em redes sociais chamou a iniciativa de "perseguição política".
Com informações do X
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