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O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, denunciou que agentes públicos envolvidos em fraudes no INSS ocupavam cargos de confiança durante o governo Bolsonaro. Em coletiva no Palácio do Planalto, Pimenta apresentou documentos que comprovam a atuação de nomeados políticos em esquemas de desvio de recursos e liberação irregular de benefícios previdenciários.
"Era uma farra com o dinheiro dos trabalhadores. Nomeados pelo governo anterior atuavam como se o INSS fosse seu balcão de negócios particulares", afirmou Pimenta. Segundo o ministro, as investigações já identificaram mais de R$ 2,7 bilhões em prejuízos causados por fraudes que incluíam a venda de benefícios, adulteração de laudos médicos e desvio de auxílios-doença e aposentadorias.
As provas apresentadas incluem relatórios de inteligência que mostram como os agentes fraudulentos operavam em conexão com gabinetes parlamentares da base bolsonarista. "Há um rastro de irregularidades que leva diretamente a nomeações políticas feitas pelo governo anterior", destacou Pimenta, citando que pelo menos 47 servidores envolvidos nas investigações foram nomeados durante a gestão Bolsonaro.
O ministro anunciou que o governo Lula já destituiu 93 ocupantes de cargos comissionados no INSS e determinou a apuração de todas as nomeações realizadas desde 2019. "Vamos escovar a história a contrapelo e descobrir cada centavo desviado", prometeu Pimenta, recebendo apoio de entidades de servidores e sindicais.
A Polícia Federal já cumpre 47 mandados de busca e apreensão relacionados ao esquema, batizado de Operação Guardião. As investigações apontam que as fraudes atingiram principalmente benefícios por incapacidade, com laudos médicos falsos sendo emitidos em troca de propostas que chegavam a R$ 50 mil.
Com informações do InfoMoney
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