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O Ministério do Trabalho e Emprego autuou a igreja do pastor Silas Malafaia por deixar de depositar o FGTS de mais de 400 funcionários, em uma dívida que ultrapassa R$ 3,2 milhões. A multa aplicada foi de R$ 7 milhões, além da obrigação de regularizar imediatamente todos os depósitos retroativos. A operação de fiscalização descobriu que a denominação religiosa não recolhia os valores há pelo menos três anos, apesar de descontar normalmente os valores dos salários dos empregados.
A investigação começou após denúncias de funcionários que tentaram sacar o FGTS para emergências pessoais e descobriram que não havia nenhum depósito em suas contas. "É particularmente grave quando um líder religioso que prega moralidade explora trabalhadores. Malafaia vivia de aparências enquanto sonegava direitos básicos", afirmou o ministro Luiz Marinho.
Além da dívida do FGTS, os fiscais encontraram registros em carteira irregulares, horas extras não pagas e ausência de planos de saúde prometidos em contrato. Muitos funcionários relatavam jornadas de até 12 horas sem receber adicional.
Esta não é a primeira vez que Malafaia enfrenta problemas trabalhistas. Em 2022, sua igreja foi condenada a pagar R$ 1,7 milhão por demissões em massa sem justa causa durante a pandemia. O pastor também deve R$ 17 milhões à União por sonegação fiscal, segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
Com informações do Metrópoles
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