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O governo do presidente argentino Javier Milei enfrenta sua crise mais grave desde a posse, com um escândalo de corrupção envolvendo a Agência Nacional para a Deficiência (ANDIS) ameaçando desestabilizar seu projeto político. Gravações vazadas revelam um suposto esquema de propinas na compra de medicamentos, com participação de altos funcionários incluindo a própria irmã do presidente, Karina Milei. As investigações giram em torno de Diego Spagnuolo, ex-diretor da ANDIS, que em gravações admitiu pagamentos ilegais onde Karina Milei receberia 3% do valor dos contratos.
A Justiça argentina, sob comando do juiz federal Sebastián Casanello, ordenou 16 mandados de busca e apreensão, incluindo a sede da ANDIS e da farmacêutica Suizo Argentina. A investigação enfrentou resistência ativa: a farmacêutica negou-se inicialmente a fornecer senhas de e-mails corporativos, e um de seus donos foi surpreendido tentando deixar sua casa com US$ 266 mil em envelopes. Os celulares apreendidos apresentaram dados apagados, levantando suspeitas de obstrução da Justiça.
O escândalo surge em momento crítico, às vésperas das eleições legislativas de outubro. Pesquisas mostram que 73% dos argentinos consideram o caso grave, incluindo 37% dos eleitores de Milei. O Índice de Confiança no Governo caiu 13,6% em um mês, e o risco-país subiu para 829 pontos. Milei inicialmente classificou as acusações como "mentirosas" mas não apresentou denúncia formal, enquanto sua irmã mantém silêncio absoluto.
O caso representa o primeiro grande teste à narrativa anticorrupção de Milei e pode definir seu destino político. Com eleições legislativas cruciais em outubro, o silêncio da Casa Rosada e a falta de ações concretas para investigar as denúncias corroem a credibilidade do governo. Manifestações já eclodiram nas ruas, incluindo um ataque à carreata do presidente em Lomas de Zamora, sinalizando o crescimento do descontentamento popular.
Com informações do portal C5N
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