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O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu ameaçou lançar um "ataque mortal" para eliminar todos os líderes do movimento houthi do Iêmen, em declaração que marca a escalada mais perigosa do conflito regional desde o início da guerra em Gaza. Em pronunciamento transmitido ao vivo, Netanyahu afirmou que Israel não reconhece "limites geográficos ou diplomáticos" em sua campanha contra grupos que considera terroristas, sinalizando uma expansão direta das operações militares para território iemenita.
A ameaça ocorre após meses de ataques houthis a navios no Mar Vermelho em solidariedade a Gaza, que reduziram em 30% o tráfego no estratégico estreito de Bab el-Mandeb. Analistas militares alertam que uma intervenção israelense no Iêmen poderia desestabilizar toda a península Arábica e envolver potências regionais como Irã e Arábia Saudida em um conflito broader.
A comunidade internacional reagiu com alarme. O secretário-geral da ONU advertiu que "o Iêmen não pode se tornar outro teatro de guerra", enquanto o Departamento de Estado norte-americano emitiu comunicado raro distanciando-se da posição israelense. Líderes europeus convocaram reunião de emergência do Conselho de Segurança para evitar a escalada.
Netanyahu justificou a medida como "resposta inevitável à agressão iraniana", numa referência ao suporte de Teerã aos houthis. Críticos acusam o primeiro-ministro de usar a estratégia belicista para desviar atenção das pressões domésticas por eleições e dos protestos contra sua gestão da guerra em Gaza, onde mais de 35 mil palestinos já morreram.
Com informações do Brasil247
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