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O senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, foi citado em um escândalo explosivo revelado após a Operação Carbono Oculto da Polícia Federal. Segundo depoimento obtido pelo ICL Notícias, ele teria recebido uma sacola de dinheiro enviada por líderes do PCC, em agosto de 2024.
De acordo com a testemunha, a entrega foi feita por Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e por Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, apontados como chefes da facção criminosa. O depoente afirmou que a sacola de papelão, grampeada e com tamanho compatível ao de cédulas, tinha como destino direto o senador bolsonarista.
A investigação apura fraudes bilionárias no setor de combustíveis e movimentações financeiras ligadas ao crime organizado. A suposta propina teria como contrapartida a defesa de interesses do PCC junto à Agência Nacional do Petróleo (ANP) e influência em projetos de lei que tramitam no Senado.
Ciro Nogueira, hoje presidente do PP e cotado para ser vice de Tarcísio de Freitas em 2026, reagiu com agressividade. Em ofício enviado ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, chamou o ICL de “site de pistoleiros”, alegou perseguição política e prometeu abrir seus sigilos.
O senador também disse que apresentará registros de entrada e saída de seu gabinete no período citado para tentar sustentar sua versão. A gravidade das denúncias, porém, expõe mais uma vez a promiscuidade entre o bolsonarismo e o crime organizado, algo que o país já não pode mais tolerar.
A prisão de Bolsonaro e de seus aliados é cada vez mais vista como uma questão de tempo — e casos como o de Ciro Nogueira reforçam como a velha política corrupta continua servindo de escudo para interesses criminosos.
Com informações do DCM
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