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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou categoricamente qualquer possibilidade de perdão judicial a Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, durante o julgamento do núcleo golpista no Supremo Tribunal Federal. Gonet destacou que o acordo de colaboração não transforma réus em "testemunhas premiadas", mas exige reconhecimento integral dos crimes – condição não cumprida por Cid, que tentou negar participação direta na tentativa de golpe durante as alegações finais.
Apesar de admitir que os depoimentos de Cid acrescentaram "profundidade" às investigações, o PGR ressaltou que a Polícia Federal já havia descoberto a maior parte das evidências de forma independente. Gonet apontou "omissões graves" no conteúdo da colaboração, especialmente sobre reuniões-chave e articulações para manter Bolsonaro no poder após a derrota eleitoral.
O julgamento abrange Bolsonaro e sete aliados – incluindo generais, ex-ministros e o ex-diretor da Abin – por crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e destruição de patrimônio público. As penas somadas podem ultrapassar 43 anos de prisão. Gonet argumentou que a colaboração premiada não pode servir para impunidade de agentes centrais de crimes contra a democracia.
A posição firme do PGR reflete o rigor do Ministério Público contra tentativas de manipular a Justiça através de acordos superficiais. O caso expõe as contradições da defesa bolsonarista, que ora instrumentaliza colaborações, ora as rejeita quando conveniente. Para democratas, a mensagem é clara: golpistas devem ser responsabilizados integralmente, sem atalhos jurídicos.
Com informações do Brasil247
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