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O primeiro dia do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a trama golpista de Jair Bolsonaro e aliados foi marcado por um contraste gritante: de um lado, a firmeza da acusação; de outro, a indigência das defesas. Alexandre de Moraes abriu os trabalhos ancorando o processo nas provas e deixando claro que “impunidade, covardia e omissão não são caminhos para pacificação” e que a soberania popular não será jamais negociada.
O procurador-geral Paulo Gonet reforçou a gravidade dos fatos, classificando as articulações golpistas como “atos espantosos e tenebrosos”. Afirmou que não se tratou de delírio conspiratório, mas de um movimento planejado e executado por “gente de carne e osso”.
As sustentações orais dos advogados, porém, beiraram a caricatura. A defesa do almirante Almir Garnier virou espetáculo de auditório, recheado de salamaleques e até frases como “se for preciso, levo cigarro ao Bolsonaro”. A de Mauro Cid se perdeu em bajulações exageradas a ministros do STF, enquanto tentava preservar o acordo de delação. Já a de Ramagem tentou reduzir sua atuação a mero “datilógrafo” do poder, transformando documentos comprometedores em simples “anotações pessoais”.
Anderson Torres também não fugiu ao ridículo: a minuta do golpe, encontrada em sua casa, virou uma suposta “minuta do Google”, apresentada como rascunho sem dono. O tribunal, no entanto, não julga apelidos, mas fatos concretos.
A fragilidade das defesas provocou vergonha alheia e expôs a distância entre a responsabilidade dos ministros, especialmente Moraes e Cármen Lúcia, e a superficialidade de advogados que pareciam mais interessados em agradar do que em argumentar. A ausência da OAB nesse momento histórico, sem sequer uma nota em defesa da democracia, também chamou a atenção.
No fim, o contraste ficou evidente: Moraes e Gonet sustentaram a República com provas e argumentos sólidos, enquanto quatro bancas defensivas recorreram a deboches, galanteios e desculpas esfarrapadas. O julgamento expõe ao Brasil a escolha entre democracia como cláusula pétrea ou como mero rascunho descartável.
Com informações do DCM
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