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A megaoperação da última quinta-feira (28) escancarou como o Primeiro Comando da Capital (PCC) expandiu seus tentáculos muito além do tráfico de drogas. A facção comandava um bilionário esquema de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis, usinas, distribuidoras, fintechs e até fundos de investimento. De acordo com a força-tarefa, o PCC não agia sozinho: pelo menos outros cinco grupos criminosos faziam parte da engrenagem que movimentou mais de R$ 30 bilhões.
Entre os aliados, estava o grupo Mohamad, que controlava desde a produção em fazendas de cana até a venda adulterada de combustíveis em postos, misturando metanol à gasolina e ao álcool. O grupo Ricardo Romano e Potenza lavava dinheiro com lojas de conveniência e rede de postos usando empresas de fachada. Já a família Cepeda Gonçalves, dona da rede Boxter, também foi identificada em operações semelhantes. Além deles, os irmãos Salomão e o grupo Manguinhos/Refit completavam a rede criminosa, todos com vínculos diretos com o PCC.
As investigações revelaram que a facção controlava mais de 300 postos fraudulentos em São Paulo, o que pode corresponder a até 30% do mercado estadual. Para disfarçar os lucros ilícitos, usavam “laranjas” infiltrados em fintechs da Avenida Faria Lima e até em fundos de investimentos, alguns com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões. A Receita Federal calcula que só em São Paulo a sonegação ultrapassou R$ 7,6 bilhões.
Na operação, que uniu Ministério Público, Polícia Federal, Receita e forças policiais estaduais, 14 mandados de prisão foram expedidos. Seis pessoas foram presas, entre elas empresários e um ex-policial civil, enquanto oito continuam foragidas. Os procurados — incluindo Mohamad Hussein Mourad, apontado como o “epicentro” do esquema, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco” — tiveram seus nomes incluídos na difusão vermelha da Interpol.
O esquema atingia diretamente o consumidor, que abastecia com combustível adulterado, e a economia nacional, prejudicada pela sonegação fiscal em larga escala. A fraude, segundo os investigadores, combinava violência, corrupção e sofisticação financeira, unindo o crime organizado às engrenagens do mercado formal.
As operações Carbono Oculto (MP-SP), Quasar e Tank (PF) foram unificadas para desarticular o poder econômico do PCC. O recado das autoridades é claro: não se trata apenas de prender criminosos, mas de estrangular a capacidade financeira da maior facção criminosa do país.
Com informações do G1
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