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A China realizou nesta quarta-feira (3), em Pequim, o maior desfile militar de sua história, exibindo ao mundo uma demonstração de força inédita. Acompanhado de Vladimir Putin e Kim Jong-un, o presidente Xi Jinping apresentou novos armamentos, incluindo mísseis balísticos intercontinentais com alcance de 20 mil km, mísseis de longo alcance móveis, drones navais e armas hipersônicas, consolidando sua pretensão de rivalizar militarmente com os Estados Unidos.
O evento, realizado na Praça da Paz Celestial, marcou os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial e contou com mais de 20 chefes de Estado convidados, entre eles Celso Amorim, assessor especial da Presidência, e Dilma Rousseff, presidente do Banco dos Brics. Xi usou a ocasião para enviar um recado direto ao Ocidente, vestindo traje inspirado em Mao Tsé-tung e discursando para 50 mil pessoas. “A humanidade está diante da escolha entre paz ou guerra, diálogo ou confronto, ganhos mútuos ou soma zero”, declarou.
A tríade nuclear chinesa foi apresentada de forma completa pela primeira vez, com capacidade de ataque por terra, mar e ar. Analistas apontam que a combinação dos novos mísseis com drones marítimos cria zonas de exclusão capazes de impedir a entrada de marinhas estrangeiras no entorno da China, reforçando o domínio no Leste Asiático. Para especialistas, o país busca mostrar que não apenas desafia os EUA, mas também se coloca como alternativa de “garantidor da paz” para nações menores.
Nos bastidores, o encontro Xi-Putin-Kim gerou reações internacionais. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, acusou os três líderes de conspirarem contra Washington, embora tenha elogiado o desfile. Putin ironizou as acusações, dizendo que o norte-americano “tem senso de humor”. Já a União Europeia tratou o evento como um “desafio direto à ordem internacional” e alertou para o fortalecimento da parceria militar entre Pequim e Moscou, especialmente no contexto da guerra na Ucrânia.
Xi Jinping reforçou sua visão de uma nova ordem mundial “contra a hegemonia e a política de poder”, em referência aos EUA. A mensagem é clara: a China está pronta para assumir o protagonismo militar e político global, com o apoio de parceiros estratégicos e recursos tecnológicos de última geração.
Com informações do G1
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