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O governo dos Estados Unidos segue sem responder ao pedido de visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que precisa da autorização para integrar a delegação brasileira na Assembleia Geral da ONU, marcada para o fim deste mês, em Nova York. Pelas regras internacionais, Washington é obrigado a conceder os vistos para todas as delegações oficiais.
Padilha já havia sido alvo de sanções durante o programa Mais Médicos, por sua articulação na contratação de médicos cubanos, mas, como parte da delegação oficial chefiada pelo presidente Lula, refez o pedido. Até agora, a embaixada norte-americana mantém o silêncio, numa clara tentativa de pressão política.
Este ano, a Assembleia Geral marcará os 80 anos da ONU. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o primeiro a discursar, seguido por Donald Trump, que hoje ocupa novamente a Casa Branca. A proximidade dos encontros nos corredores do evento promete expor a tensão crescente entre Brasil e EUA, especialmente diante da possibilidade de novas sanções contra o país caso Jair Bolsonaro seja condenado pelo STF.
Apesar dos entraves, o Planalto destaca que, pelo acordo firmado em 1947 entre a ONU e os EUA, a concessão de vistos às delegações deve ser feita sem custo e “o mais rápido possível”. Ainda assim, Trump vem desrespeitando o pacto: na semana passada, negou visto à delegação palestina.
Diplomatas brasileiros lembram que Washington costuma usar a chamada “operação tartaruga” contra países sob sanções, liberando vistos apenas na última hora para inviabilizar o trabalho técnico das comitivas. Rússia, Irã, Cuba, Venezuela e Sudão já foram alvo da manobra. Em 2019, Moscou e Teerã chegaram a suspender atividades em comitês da ONU após mais de 70 diplomatas serem impedidos de entrar nos EUA.
Agora, com a tensão internacional em alta e a ONU prestes a receber um dos encontros mais simbólicos de sua história, a dúvida é se Trump vai repetir o mesmo expediente para tentar constranger o Brasil e fragilizar a presença de Lula em Nova York.
Com informações do DCM
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