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No último dia 3 de setembro, o presidente da República Popular da China, Xi Jinping, reafirmou na Praça Tiananmen o compromisso histórico do país com o marxismo e o socialismo científico, durante a celebração dos 80 anos da vitória da resistência chinesa contra a invasão japonesa e da Guerra Mundial Antifascista. Em seu discurso, Xi destacou a herança ideológica que vai de Mao Zedong a Deng Xiaoping e que hoje se renova com o Pensamento sobre o Socialismo com Características Chinesas para uma Nova Era, defendendo a unidade nacional e o fortalecimento da China rumo à modernização socialista.
A resistência heroica do povo chinês, liderada pelo Partido Comunista da China (PCCh), permanece como referência para todos os povos do Sul Global em sua luta contra o imperialismo, o neocolonialismo e as agressões externas. Os princípios forjados naquela guerra — “preferir morrer a render-se” e “todos têm um dever para com seu país” — moldaram a identidade nacional e inspiram democratas e revolucionários do mundo inteiro.
O sacrifício de milhões de chineses, ao lado dos soviéticos, aliados ocidentais e até brasileiros que combateram o fascismo, resultou na vitória global que deu origem ao sistema internacional pós-guerra, à ONU e ao direito internacional moderno. A China, como fundadora central da ONU, teve papel decisivo na preservação de décadas de paz e desenvolvimento global.
Durante o desfile militar do Dia da Vitória, em Pequim, mais de 20 chefes de Estado prestigiaram a celebração, incluindo Vladimir Putin e Kim Jong-un. O país exibiu equipamentos de última geração — de mísseis hiperssônicos a sistemas de defesa a laser —, demonstrando sua força material não para agressão, mas como garantia de estabilidade e salvaguarda da paz mundial.
Pouco reconhecido no Ocidente, o fato é que a China foi a primeira nação a levantar a bandeira antifascista em 1931, enfrentando o expansionismo japonês quando as potências ocidentais ainda vacilavam. Lutou por 14 anos seguidos, com mais de 35 milhões de baixas, e foi responsável por aniquilar 70% das tropas japonesas perdidas na guerra. Essa contribuição colossal foi crucial para a derrota do fascismo no planeta.
Com apoio da União Soviética, que forneceu pilotos e assistência militar, e com a formação de quadros revolucionários nas universidades militares criadas pelo PCCh, a China forjou sua espinha dorsal. A vitória contra o Japão não apenas consolidou o caminho da República Popular da China, mas também transformou o país em uma referência histórica e moral para os povos que, ainda hoje, defendem sua soberania contra as pressões do imperialismo.
Com informações do Brasil 247
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