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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi acionado para analisar um pedido de investigação contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A representação foi apresentada pelo deputado Rui Falcão (PT-SP) e aponta que Tarcísio pode ter praticado obstrução de Justiça ao articular, em Brasília, a votação de uma anistia para os golpistas do 8 de janeiro, incluindo Jair Bolsonaro.
O documento solicita que o STF imponha medidas cautelares ao governador, como a retenção do passaporte, proibição de deixar o país sem autorização judicial, incomunicabilidade com outros investigados e a abstenção de qualquer ato que represente “pressão indevida” sobre a Corte.
Na avaliação de Rui Falcão, as idas de Tarcísio a Brasília não se tratam apenas de atividade política. Para o deputado, o movimento configura uma tentativa de interferência direta na jurisdição do Supremo, buscando fragilizar sua autoridade em troca de apoio da extrema-direita para um futuro projeto presidencial.
A ofensiva acontece em meio à pressão de setores do Centrão e aliados do bolsonarismo, que ainda costuram uma proposta de anistia para livrar Bolsonaro da prisão em caso de condenação, mantendo, porém, sua inelegibilidade para 2026. Apesar disso, não há texto finalizado de projeto e as negociações seguem indefinidas.
Até o momento, Alexandre de Moraes, relator das ações que investigam a tentativa de golpe, não se manifestou sobre o pedido de investigação e eventuais cautelares contra Tarcísio. A movimentação reforça o embate entre o STF e a extrema-direita, que tenta, de todas as formas, salvar Bolsonaro e manter viva sua influência política.
Com informações do DCM
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