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Lideranças do Centrão já admitem que o projeto de anistia deve começar a tramitar no Senado, sob comando de Davi Alcolumbre (União-AP), em negociação direta com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesse desenho, Jair Bolsonaro (PL) ficaria de fora, reforçando o isolamento político do ex-capitão, cada vez mais sem espaço.
Segundo aliados de Alcolumbre, a ideia é apresentar um texto que não seja uma anistia ampla, mas que apenas reduza penas para crimes contra a democracia. Caso condenado, Bolsonaro até poderia ter a pena diminuída, mas não escaparia da punição, o que desmonta o plano bolsonarista de livrar o ex-presidente de qualquer responsabilidade.
Na Câmara, deputados avaliam que Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Casa, perdeu força e não tem condições de conduzir o tema. “O dono da pauta do Congresso hoje é o Davi”, disse um dirigente do Centrão, ressaltando que o texto costurado no Senado tem apoio tanto do STF quanto do governo Lula.
Parlamentares também reconhecem que não há clima político para insistir em uma anistia total a Bolsonaro, já que o Supremo considera inconstitucional qualquer perdão amplo e irrestrito a crimes que atentaram contra a democracia. A iniciativa do Senado, além de tirar pressão imediata da Câmara, esvazia o protagonismo de Motta.
Enquanto isso, a oposição segue exigindo anistia geral, tentando incluir Bolsonaro no pacote. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), apresentou um rascunho que anistiaria desde investigados até condenados por ataques às instituições e pelo questionamento do processo eleitoral. O texto fixava 2019 como marco inicial, o que poderia favorecer Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o ex-deputado golpista Daniel Silveira.
Dentro do próprio Centrão, porém, cresce a resistência em recolocar Bolsonaro no tabuleiro eleitoral. Republicanos, União e PP já tratam Tarcísio de Freitas como aposta da direita para 2026, deixando claro que até antigos aliados do bolsonarismo preferem virar a página e não carregar o peso de um líder derrotado, inelegível e atolado em processos criminais.
Com informações do DCM
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