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A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificou como "afronta ao STF, à democracia e à soberania nacional" qualquer tentativa de anistiar envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro. Em entrevista nesta sexta-feira (5), a ministra petista alertou que a proposta articulada pelo PL e setores do Centrão - com apoio do governador Tarcísio de Freitas - representa interferência direta no Judiciário enquanto o Supremo Tribunal Federal ainda julga o núcleo golpista liderado por Jair Bolsonaro.
Gleisi destacou o absurdo de discutir anistia quando o julgamento sequer foi concluído: "As pessoas que possivelmente cometeram crime já querem ser anistiadas". A ministra revelou que pressionará os presidentes da Câmara e do Senado - Hugo Motta e Davi Alcolumbre - para evitar a pautação do projeto, que prevê anistia ampla para condutas desde março de 2019, restabelecendo até a elegibilidade de Bolsonaro.
A proposta, encampada pelo líder do PL Sóstenes Cavalcante, já conta com 262 assinaturas na Câmara mas enfrenta resistência no Senado. Gleisi lembrou que o STF já condenou mais de 630 pessoas pelos ataques golpistas, e que qualquer anistia ampla representaria um perigoso sinal de impunidade para crimes contra a democracia.
A firme posição da ministra reflete a estratégia do governo Lula de defender intransigentemente as instituições democráticas. O alerta ocorre na semana em que o STF retoma o julgamento de Bolsonaro e seu núcleo político-militar, reforçando que a responsabilização dos golpistas é condição essencial para a consolidação democrática.
Com informações do Brasil247
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